Nos seus trabalhos, a artista visual e investigadora intercultural Dilayla Romeo tem encarado a vida como um eterno recomeço. A sua obra traduz a ideia segundo a qual tudo gira em torno da natureza, um grande núcleo onde, como afirmou o químico francês Antoine Lavoisier (1743-1794), “nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”.
Esta perspectiva ajuda-nos a compreender melhor a “Espir(itu)al: Ciclos de Transformação Infinita”, uma exposição multidisciplinar na qual a fotógrafa moçambicano-espanhola Dilayla Romeo revela em Maputo a sua paixão pela fotografia experimental, investigação intercultural e processos ligados à natureza. São esses interesses que têm marcado o seu percurso em galerias nacionais e internacionais.
Patente no Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM) até 1 de Agosto, sob curadoria de Sara Carneiro, a individual explora a relação da artista com as plantas como presenças vivas com as quais estabelece uma relação de escuta, cuidado e atenção.
Dilayla apresenta-se, deste modo, como uma contadora de histórias visuais profundamente envolvida com a natureza através da fotografia alternativa e experimental, cruzando investigações interculturais, arte, ciência e colaborações entre vários saberes tradicionais e contemporâneos.
Neste sentido, conta que a sua mostra resulta de uma investigação recente centrada em plantas africanas, em particular moçambicanas, reconhecidas pelas suas múltiplas propriedades terapêuticas. Evidencia, igualmente, uma prática artística que entrelaça elementos como fotografia, diálogo intercultural e exploração científica.
Desta relação, conforme se lê na apresentação da curadoria, nasce um universo sensível onde a fotografia, vídeo, som e instalação dialogam entre si, proporcionando ao visitante uma experiência mais lenta, contemplativa e introspectiva.
Assim, visitar esta exposição é como mergulhar no universo criativo de uma artista que recorre a múltiplas linguagens para expressar-se. E, ao fazê-lo, revela não apenas a sua própria visão do mundo, mas também das pessoas à sua volta.
Conforme se contempla em “Espir(itu)al”, Dilayla Romeo convida o público a viajar pelas tradições africanas. Aliás, logo à entrada da galeria, um vídeo conduz o visitante a uma reflexão sobre a medicina tradicional africana, entendida não apenas como instrumento de cura física, mas também como prática de equilíbrio espiritual.
Nesse vídeo, o mar assume um protagonismo absoluto, não havendo outras vozes além das suas ondas. É ele que conduz a narrativa visual e sonora, simbolizando a viagem, memória e ligação entre diferentes mundos.
“O mar representa a travessia, memória profunda e movimento entre mundos — aquilo que conecta histórias, corpos e espiritualidades. Dentro da nossa tradição, também carrega um significado espiritual e de respeito profundo, ligado ao desconhecido e ao invisível”, explica Dilayla. À medida que o percurso avança, torna-se ainda mais evidente a fascinação de Dilayla Romeo pelas plantas. E não é apenas por serem utilizadas na medicina tradicional, mas porque constituem elementos fundamentais do corpo e do espírito. As imagens são apresentadas de forma a convidar o visitante à contemplação, suspendendo o ritmo acelerado do quotidiano. A repetição de formas e elementos reforça a ideia de ciclo, como se a existência fosse um eterno recomeço.Nos seus trabalhos, a artista visual e investigadora intercultural Dilayla Romeo tem encarado a vida como um eterno recomeço. A sua obra traduz a ideia segundo a qual tudo gira em torno da natureza, um grande núcleo onde, como afirmou o químico francês Antoine Lavoisier (1743-1794), “nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”.
Esta perspectiva ajuda-nos a compreender melhor a “Espir(itu)al: Ciclos de Transformação Infinita”, uma exposição multidisciplinar na qual a fotógrafa moçambicano-espanhola Dilayla Romeo revela em Maputo a sua paixão pela fotografia experimental, investigação intercultural e processos ligados à natureza. São esses interesses que têm marcado o seu percurso em galerias nacionais e internacionais.
Patente no Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM) até 1 de Agosto, sob curadoria de Sara Carneiro, a individual explora a relação da artista com as plantas como presenças vivas com as quais estabelece uma relação de escuta, cuidado e atenção.
Dilayla apresenta-se, deste modo, como uma contadora de histórias visuais profundamente envolvida com a natureza através da fotografia alternativa e experimental, cruzando investigações interculturais, arte, ciência e colaborações entre vários saberes tradicionais e contemporâneos.
Neste sentido, conta que a sua mostra resulta de uma investigação recente centrada em plantas africanas, em particular moçambicanas, reconhecidas pelas suas múltiplas propriedades terapêuticas. Evidencia, igualmente, uma prática artística que entrelaça elementos como fotografia, diálogo intercultural e exploração científica.
Desta relação, conforme se lê na apresentação da curadoria, nasce um universo sensível onde a fotografia, vídeo, som e instalação dialogam entre si, proporcionando ao visitante uma experiência mais lenta, contemplativa e introspectiva.
Assim, visitar esta exposição é como mergulhar no universo criativo de uma artista que recorre a múltiplas linguagens para expressar-se. E, ao fazê-lo, revela não apenas a sua própria visão do mundo, mas também das pessoas à sua volta.
Conforme se contempla em “Espir(itu)al”, Dilayla Romeo convida o público a viajar pelas tradições africanas. Aliás, logo à entrada da galeria, um vídeo conduz o visitante a uma reflexão sobre a medicina tradicional africana, entendida não apenas como instrumento de cura física, mas também como prática de equilíbrio espiritual.
Nesse vídeo, o mar assume um protagonismo absoluto, não havendo outras vozes além das suas ondas. É ele que conduz a narrativa visual e sonora, simbolizando a viagem, memória e ligação entre diferentes mundos.
“O mar representa a travessia, memória profunda e movimento entre mundos — aquilo que conecta histórias, corpos e espiritualidades. Dentro da nossa tradição, também carrega um significado espiritual e de respeito profundo, ligado ao desconhecido e ao invisível”, explica Dilayla. À medida que o percurso avança, torna-se ainda mais evidente a fascinação de Dilayla Romeo pelas plantas. E não é apenas por serem utilizadas na medicina tradicional, mas porque constituem elementos fundamentais do corpo e do espírito. As imagens são apresentadas de forma a convidar o visitante à contemplação, suspendendo o ritmo acelerado do quotidiano. A repetição de formas e elementos reforça a ideia de ciclo, como se a existência fosse um eterno recomeço.
Fonte: Jornal Noticias