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| A nova directora-geral e presidente da ExxonMobil Moçambique, Johanna Boothey, nomeada para os cargos no início deste mês, apresentou-se na sexta-feira ao Presidente da República, Daniel Chapo. Para além de reforçar a sua estrutura de liderança numa fase considerada estratégica para o desenvolvimento do projecto Rovuma LNG, na província de Cabo Delgado, o Governo de Moçambique e os parceiros do projecto aguardam com expectativa a actuação da nova liderança da ExxonMobil, no sentido de concretizar a missão da empresa de alcançar a decisão final de investimento e impulsionar o projecto, contribuindo simultaneamente para o desenvolvimento de longo prazo do País. projecto Rovuma LNG está a ser desenvolvido pela Mozambique Rovuma Venture (MRV), um consórcio constituído pela ExxonMobil, pela italiana Eni e pela chinesa CNPC, na Área 4 da bacia do Rovuma. Em Maio passado, a petrolífera norte-americana ExxonMobil garantia, através do seu antigo director-geral, Arne Gibbs, estar nos ajustes finais para a tomada da Decisão Final de Investimento (FID) do projecto Rovuma LNG, em Cabo Delgado, ainda neste ano. Arne Gibbs teria também avançado que estavam em curso negociações finais com empreiteiros e parceiros financeiros, numa fase considerada decisiva para o arranque do investimento, depois de sucessivos adiamentos. No cargo desde dia 1 de Junho, a nova directora-geral da ExxonMobil em Moçambique, Johanna Boothey, surge como um dos sinais concretos sobre o avanço do projecto de gás natural liquefeito da Área 4 da bacia do Rovuma. Nesse contexto, Johanna Boothey foi recebida na sexta-feira em audiência pelo Presidente da República, o que, para o Governo de Moçambique, reafirma a confiança dos parceiros internacionais nas potencialidades do País e no compromisso do Executivo com a promoção do investimento e do desenvolvimento sustentável. Falando à imprensa, a directora-geral da ExxonMobil disse que transmitiu ao Chefe do Estado o encorajamento da multinacional relativamente aos progressos alcançados no projecto Rovuma, considerado de importância estratégica tanto para Moçambique como para a ExxonMobil e os seus parceiros. Johanna Boothey destacou o ambiente de cooperação existente com o Governo moçambicano e reiterou o compromisso da empresa de continuar a trabalhar em estreita colaboração com as autoridades nacionais para impulsionar a concretização deste empreendimento, cujos benefícios terão impacto significativo no desenvolvimento económico e social do País. Aliás, o portal LNG Prime, que anunciou a nomeação, destaca a vasta experiência da executiva no sector energético internacional. Segundo a empresa, Johanna Boothey acumula mais de três décadas de experiência em operações e gestão de projectos energéticos em diferentes regiões do mundo. Antes da sua nomeação para Moçambique, desempenhava funções de gestora de desenvolvimento da ExxonMobil na Papua-Nova Guiné, onde liderou projectos de expansão ligados à indústria do gás natural liquefeito (GNL). Na nova função, Boothey será responsável pela coordenação das actividades da ExxonMobil no País, incluindo a definição de prioridades estratégicas e o fortalecimento das parcerias institucionais necessárias para apoiar o desenvolvimento do sector energético nacional. Segundo um comunicado oficial, a empresa espera que a nova dirigente desempenhe um papel determinante na concretização dos objectivos da companhia em Moçambique, com destaque para o avanço do projecto Rovuma LNG e para a decisão final de investimento, prevista para este ano. “A ExxonMobil dá as boas-vindas a Johanna em Moçambique e aguarda com expectativa a sua liderança na concretização da missão da empresa de alcançar a decisão final de investimento e impulsionar o projecto, contribuindo simultaneamente para o desenvolvimento de longo prazo do País”, refere a companhia. O projecto Rovuma LNG está a ser desenvolvido pela Mozambique Rovuma Venture (MRV), um consórcio constituído pela ExxonMobil, pela italiana Eni e pela chinesa CNPC. A iniciativa explora os recursos de gás natural existentes na Área 4 da bacia do Rovuma, ao longo da costa de Cabo Delgado. A MRV detém 70% da concessão da Área 4, enquanto a portuguesa Galp, a sul-coreana KOGAS e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) possuem, cada uma, participações de 10%. No âmbito da parceria, a ExxonMobil lidera o desenvolvimento das infraestruturas de liquefacção e das instalações associadas na península de Afungi, enquanto a Eni é responsável pelas operações a montante. Ainda na sexta-feira, o Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu também em audiência separada o secretário-geral da Confederação Africana de Golfe, que manifestou satisfação pela audiência concedida e elogiou a visão do Chefe do Estado de posicionar a província de Inhambane como um importante destino turístico, com o golfe a assumir um papel de destaque na diversificação da oferta turística nacional. Michael Aggrey sublinhou que Moçambique reúne condições naturais e geográficas ímpares para afirmar-se como referência regional no turismo desportivo, destacando a localização estratégica do País, o clima favorável, as praias de excelência e o vasto potencial para atrair visitantes durante todo o ano. O secretário-geral acrescentou que a Confederação Africana de Golfe pretende estabelecer uma parceria sólida com Moçambique para desenvolver esta iniciativa, contribuindo para o crescimento do turismo, da actividade empresarial e da economia local. |
Nesse contexto, as audiências evidenciam o reconhecimento internacional das políticas do Governo liderado pelo Presidente Daniel Francisco Chapo, orientadas para a valorização dos recursos naturais, a promoção do investimento privado, o desenvolvimento do turismo e a criação de oportunidades de crescimento económico inclusivo, consolidando Moçambique como um destino cada vez mais atractivo para investidores e parceiros internacionais.
Fonte: Jornal Publico