A Matola deve deixar de ser entendida apenas como uma cidade onde se concentram grandes unidades industriais e afirmar-se, progressivamente, como um ecossistema produtivo integrado, capaz de transformar investimento em produção, emprego, inovação, conteúdo local e oportunidades económicas mais amplas. Esta foi uma das mensagens centrais deixadas pelo Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Cripton Valá, na abertura e no painel sobre as políticas de desenvolvimento do País e o papel do Governo, realizados no âmbito do Fórum de Negócios e Feira Empresarial da Matola 2026.
Numa abordagem que procurou ligar a visão nacional de desenvolvimento aos desafios concretos da economia local, o Ministro sublinhou que a Matola ocupa uma posição singular na economia moçambicana. Pela sua localização, pela densidade empresarial, pela tradição industrial, pela ligação ao Corredor de Maputo e pela proximidade aos mercados da África do Sul, Eswatini e da região da África Austral, a cidade deve ser assumida como uma das principais plataformas nacionais de produção, logística, comércio e serviços empresariais. Mas a relevância da Matola, defendeu, não deve ser encarada apenas como uma vantagem geográfica ou um activo industrial já instalado.
Deve traduzir-se numa responsabilidade estratégica: aprofundar a industrialização, alargar as cadeias de valor, integrar empresas nacionais, dinamizar PME e assegurar que o crescimento económico tenha impacto directo na vida das famílias, dos jovens, das mulheres empreendedoras e dos trabalhadores. Da Presença Industrial À Economia De Valor Acrescentado Na intervenção de abertura, Salim Valá classificou a Matola como a “capital industrial de Moçambique”, salientando que o seu dinamismo influencia directamente a indústria, o comércio, o emprego, a circulação de mercadorias, a arrecadação de receitas e a integração económica regional.
A mensagem, contudo, foi além da valorização do actual perfil industrial da cidade. No painel dedicado às políticas de desenvolvimento, o Ministro defendeu que a grande ambição não pode resumir-se a atrair mais empresas. Deve consistir em assegurar que as empresas já instaladas produzam mais, transformem mais, comprem mais localmente, formem mais quadros nacionais e integrem mais PME nas suas cadeias de fornecimento.
Fonte: O económico