Maputo promete forte presença na FACIM-2026 Faltam menos de 60 dias para o arranque da 61.ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM-2026), considerada a maior feira económica do país.
À medida que se aproxima a abertura do certame, os preparativos intensificam-se tanto na província do Niassa, escolhida como “Província de Honra”, como no distrito de Marracuene, província de Maputo, anfitrião do evento.
As duas regiões garantem que os níveis de preparação são satisfatórios e prometem uma participação marcada pela exibição do potencial agrícola, mineiro, florestal, faunístico, turístico e cultural, bem como das oportunidades de investimento que oferecem.
Niassa prepara uma participação de destaque A província do Niassa encontra-se numa fase avançada dos preparativos para assegurar uma participação de relevo na 61.ª edição da FACIM, que decorrerá entre os dias 31 de Agosto e 6 de Setembro, no Centro Internacional de Feiras e Exposições de Ricatla, distrito de Marracuene.
Escolhida pelo Ministério da Economia para assumir o estatuto de “Província de Honra”, Niassa pretende representar o país com uma mostra diversificada das suas potencialidades económicas.
Segundo o director provincial da Indústria e Comércio, Mauro Pius, o nível de preparação é animador. “O nível de preparação é satisfatório, tendo em conta o comprometimento da província com as responsabilidades inerentes ao estatuto de ‘Província de Honra’”, afirmou.
De acordo com o responsável, decorrem reuniões de planificação e concertação entre o sector público e o sector privado, através do Conselho Empresarial Provincial, visando garantir uma participação organizada e representativa.
Mauro Pius revelou ainda que o Conselho Executivo Provincial já submeteu a ficha de inscrição junto da Agência para a Promoção de Investimento e Exportações (APIEX), assegurando os espaços de exposição destinados à província. Entre os produtos que serão apresentados destacam-se o café, diversas variedades de feijão, morango, macadâmia e outros produtos agro-industriais, tanto processados como em estado natural.
Além dos produtos agrícolas, o Pavilhão do Niassa contará com a exposição de recursos minerais, produtos florestais, fauna bravia, esculturas, informação institucional sobre o potencial económico da província, bem como manifestações culturais e gastronómicas.
No âmbito da mobilização dos participantes, a província está a trabalhar em estreita coordenação com o Conselho Empresarial Provincial para garantir uma forte presença do sector privado.
Segundo Mauro Pius, o principal objectivo consiste em consolidar o Niassa como um destino privilegiado para o investimento, destacando o enorme potencial agrícola, turístico e mineiro da província, bem como a sua posição geoestratégica, partilhando fronteiras com o Malawi e a Tanzânia.
O director acrescentou que já existem cerca de 20 parceiros que confirmaram a sua participação na FACIM-2026, estando em curso contactos para aumentar esse número. Marracuene quer transformar FACIM numa vitrina de investimentos.
O Presidente do Conselho Autárquico da Vila de Marracuene, Shafee Sidat, assegurou que o município pretende aproveitar a realização da FACIM-2026 para promover as suas potencialidades económicas, turísticas e culturais, atraindo novos investimentos para o desenvolvimento local.
Em entrevista, o autarca explicou que o município está a trabalhar em estreita coordenação com a APIEX e com a comissão organizadora do evento para garantir o sucesso da feira. Segundo Sidat, o município tem igualmente articulado acções com o Ministério da Economia em áreas como limpeza das vias de acesso, segurança, organização e salubridade do recinto. “Como anfitriões, temos uma responsabilidade acrescida.
Queremos garantir que tudo decorra da melhor forma possível e que não falte nada durante o evento”, afirmou. O presidente do município sublinhou que a participação de Marracuene deve traduzir-se em benefícios concretos para os munícipes e para o país. Na sua perspectiva, a edição deste ano poderá marcar uma nova etapa na organização da FACIM.
“Esperamos que esta edição seja diferente e produza resultados concretos. Não basta realizar eventos para cortar fitas; é fundamental que gerem investimentos, emprego e desenvolvimento para Moçambique”, defendeu.
Segundo explicou, Marracuene apresentará no seu pavilhão diversas iniciativas empresariais desenvolvidas por empresas instaladas no município, procurando demonstrar o seu dinamismo económico.
O edil considera que a FACIM constitui uma oportunidade estratégica para estabelecer novas parcerias, promover o potencial produtivo do município e captar investimentos capazes de impulsionar o desenvolvimento económico e social.
Acrescentou ainda que os benefícios da feira não devem limitar-se ao distrito anfitrião, mas estender-se a todo o território nacional, consolidando a FACIM como uma importante plataforma de negócios, inovação e cooperação internacional.
Sobre os embaixadores da FACIM-2026, nomeadamente o empresário Salim Abdula e a campeã olímpica Maria de Lurdes Mutola, Shafee Sidat manifestou expectativas positivas.
“Esperamos que consigam mobilizar empresários nacionais e estrangeiros interessados em investir em Moçambique, contribuindo para a criação de emprego e para o crescimento da economia nacional”, afirmou.
Relativamente ao número de participantes, o autarca esclareceu que os dados oficiais serão divulgados pela organização, mas revelou que o número de expositores já ultrapassa os quatro mil.
A 61.ª edição da FA- [texto cortado na transição de página] CIM deverá reunir instituições públicas, empresas nacionais e estrangeiras, investidores e parceiros de cooperação, reafirmando-se como uma das principais plataformas de promoção do investimento e do desenvolvimento económico em Moçambique.
Grupo Salvador Caetano vai lançar nova Volkswagen Amarok V6 O Grupo Salvador Caetano vai reforçar a sua participação na FACIM-2026 com diversas iniciativas, entre as quais o lançamento oficial, no mercado moçambicano da nova Volkswagen Amarok V6.
Paralelamente, a empresa assinou um protocolo de entendimento com a Agência para a Promoção de Investimento e Exportações (APIEX), através do qual a marca JMC passará a disponibilizar as viaturas oficiais utilizadas pela organização da feira.
O anúncio foi feito pelo Presidente do Conselho de Administração do Grupo Salvador Caetano em Moçambique, Paulo Oliveira, que explicou que a empresa disponibilizará viaturas para apoiar as deslocações dos coordenadores e directores da organização durante a realização da FACIM.
Além da apresentação da nova Amarok V6, o Grupo aproveitará o certame para promover outras marcas representadas em Moçambique, contando igualmente com a participação de diversos parceiros comerciais.
Paulo Oliveira destacou que a FACIM continua a afirmar-se como a maior plataforma nacional de negócios e uma montra privilegiada para empresas nacionais e internacionais.
Na sua opinião, a edição de 2026 reúne condições para superar as anteriores, graças ao início antecipado dos preparativos, à estratégia de comunicação adoptada e à escolha dos embaixadores do evento.
“Estamos ainda a alguns meses da realização da FACIM e já se fala da feira como raramente aconteceu em anos anteriores. Grandes eventos exigem preparação, organização e comunicação, e acredito que este trabalho permitirá alcançar melhores resultados”, afirmou.
Entre os principais objectivos do Grupo Salvador Caetano destacam-se o reforço da visibilidade das marcas representadas, a conquista de novos clientes, o fortalecimento das relações empresariais e o aumento do volume de negócios. O gestor deixou igualmente um apelo às empresas que ainda ponderam participar na FACIM.
Segundo afirmou, a feira poderá desempenhar um papel determinante na concretização da estratégia nacional de desenvolvimento económico, através da promoção do investimento, da industrialização, da valorização da produção nacional e da dinamização da actividade empresarial.
“A FACIM pode constituir uma plataforma decisiva para impulsionar a economia nacional. Só com a participação de todos será possível fortalecer o tecido empresarial e contribuir para o desenvolvimento sustentável de Moçambique”, concluiu.
Fonte: Jornal Zambeze