A Associação Moçambicana de Editores e Livreiros (AMEL) representa Moçambique no 35.º Congresso Internacional de Editores, em Kuala Lumpur, na Malásia, o maior encontro mundial da indústria editorial.
Promovido pela International Publishers Association (IPA), o encontro deste ano assinala igualmente o 20.º aniversário do Prix Voltaire, distinção que reconhece editores defensores da liberdade de publicação, mesmo em contextos adversos.
O congresso, que decorre até hoje, reúne um número recorde de cerca de 500 delegados e 70 oradores, incluindo parlamentares europeus, dignitários da Organização das Nações Unidas e representantes de 60 países, constituindo a principal plataforma mundial para discutir os desafios e oportunidades que moldam o futuro do livro, leitura, tradução e edição.
Sandra Tamele, presidente da AMEL, foi moderadora da mesa “Línguas Indígenas: óptimos idiomas falados por poucas pessoas”, dedicada ao futuro das línguas nativas na era da inteligência artificial, bem como será oradora da mesa “Tradução na era da IA: riscos, Oportunidades e futuro”, na qual debaterá a perspectiva da África Subsariana sobre os impactos da inteligência artificial na tradução literária.
Sandra Tamele integrou, durante os últimos dezoito meses, a equipa internacional de voluntários responsável pelo Comité de Programação do congresso.
Realizado de dois em dois anos, o Congresso Internacional de Editores é o principal fórum mundial da edição e reúne líderes da indústria editorial, autores, tradutores, especialistas em direitos de autor, tecnologia e políticas públicas para debater o futuro do livro. A próxima edição terá lugar em 2028 em Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos, dando continuidade ao diálogo global sobre liberdade de publicação, inovação, diversidade linguística e cooperação internacional.
Fonte: Jornal noticias