O Sector público deve criar condições para que o país tenha um bom ambiente de negócios, de modo a que os privados exerçam a sua tarefa de produzir, transformar e competir com as economias do mundo. Outrossim, é fundamental uma clara separação entre os servidores públicos e o sector privado, no sentido de evitar situações em que a tomada de decisões de um determinado actor objective o benefício próprio.
Estas foram as principais recomendações deixadas ontem pelo Chefe do Estado, Daniel Chapo, durante a abertura da XXI edição da Conferência Anual do Sector Privado, evento organizado pela Confederação das Associações Económicas (CTA), que reuniu dois mil participantes presenciais e cinco mil virtuais, seis países convidados, 40 oradores e mais de 10 sessões de alto nível. “O sector público está apenas para regular, legislar através da Assembleia da República e, ao mesmo tempo, criar um bom ambiente de negócios com empresas que devem ser acarinhadas. E aquele que está no sector privado deve saber que a sua tarefa é de transformar, produzir e competir”, exortou o estadista.
Durante a argumentação sublinhou que não deve haver situações de pessoas que sejam actores activos do sector privado e em simultâneo do público, considerando que estes cenários geram mau ambiente. “Não podemos ser árbitros e jogadores. Ou joga ou apita. Não pode jogar com o apito na boca”, apontou. Explicou que ao Governo compete continuar a fazer a sua parte, prosseguindo com as reformas, consolidando a estabilidade macroeconómica e o ambiente de negócios.
O Presidente da República elucidou que as economias que se transformaram no mundo estimulam o seu potencial, convertendo-o em prosperidade, ao mesmo tempo que constroem confiança entre as instituições públicas e privadas. “O ambiente de negócios é a base para desenvolvermos Moçambique. Temos que trabalhar pela qualidade das nossas instituições públicas, pelos servidores públicos e rapidez das nossas decisões”, afirmou. Defendeu a necessidade de competir pela eficiência dos portos, capacidade das empresas e formação da juventude, reforçando que a competitividade começa antes da fábrica.
Afirmou que a competitividade inicia na qualidade das políticas públicas, previsibilidade das regras jurídicas, estabilidade macroeconómica, rapidez na criação de empresas e na eficiência com que um produtor consegue colocar os seus produtos no mercado. Por sua vez, Álvaro Massingue, presidente da CTA, defende a consolidação de um ambiente de negócios moderno, previsível, transparente e competitivo, no qual o investimento seja simplificado e a produção seja rentável.
Fonte: Jornal Notícias