Moçambique poderá ganhar mais uma unidade de produção de fármacos, vacinas e outros produtos hospitalares, contribuindo para a redução da dependência externa e fortalecimento da capacidade de tratamento de enfermidades.
Para o efeito, decorrem conversações entre os governos moçambicano e brasileiro, no sentido de obter apoio na instalação de uma fábrica de artigos médicos no país.
Ainda no quadro desta cooperação, o ministro da Saúde, Ussene Isse, disse ontem, em Maputo, no contexto da visita do seu homólogo brasileiro, Alexandre Padilha, ao Hospital Central de Maputo, que o sector pretende colher a experiência visando fortalecer as competências da Autoridade Nacional Reguladora de Medicamento (ANARME), por forma a alcançar o nível III de maturação, junto à Organização Mundial da Saúde.
“Solicitámos o apoio do Brasil para instalar uma fábrica de medicamentos, vacinas e insumos hospitalares e termos uma capacidade de resposta local mais rápida e eficiente. Tivemos experiências não muito boas durante a pandemia da Covid-19, devido à dependência externa”, afirmou Isse.
Avançou que “outro aspecto importante é que o Brasil tem uma unidade regulatória forte. Por isso, foi assinado um acordo para, juntos, conferirmos robustez à autoridade reguladora de fármacos, a fim de alcançar o nível III de maturação”.
Isse entende que ao atingir esta meta, na regulação, será fortalecido um pilar importante no controlo da qualidade de remédios, minimizando a circulação de produtos contrafeitos ou de baixa qualidade.
O governante brasileiro disse que a sua equipa sai de Moçambique com a missão de manter novos encontros com as autoridades do seu país, tendo em vista a concretização da unidade fabril.
“Já foi firmado um convénio entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e ANARME. Assim, começamos a procurar parceiros do Brasil interessados em produzir mais medicamentos em Moçambique”, apontou Padilha. Durante a estada, o dirigente testemunhou a inauguração da primeira Escola de Saúde Pública de Moçambique, investimento do Governo e parceiros, destinado a assegurar a continuidade da formação de profissionais, altamente qualificados, para responder às necessidades do Sistema Nacional de Saúde.
Fonte: Jornal Noticias