No festival de locarno, Suíça:Ique Langa recebe apoio para produzir”Chapa 100″

by Dilan Abdala

O realizador moçambicano Ique Langa venceu um apoio ao desenvolvimento no Festival de Cinema de Locarno, que decorre até sábado na Suíça, para o projecto da próxima longa-metragem de ficção intitulada “Chapa 100”.


O auxílio surge no contexto de uma iniciativa do Festival de Locarno, que visa apoiar o desenvolvimento de projectos da sétima arte através do programa paralelo “Open Doors”, e entre eles consta “Chapa 100”, de Ique Langa, com produção de Kulunga Filmes, que receberá oito mil euros, aproximadamente 591,1 mil meticais.

A sinopse refere que o filme conta a história de um vendedor de flores com 80 anos que conhece uma vendedora de legumes nos seus 70 anos, iniciando aí uma história de amor.


“Juntos sonham com um pequeno pedaço de terra onde flores e legumes possam crescer lado a lado. O destino intervém no dia em que vão ao banco pedir um empréstimo”, quando são assaltados e o vendedor de flores corre atrás dele e é atropelado, assumindo então contornos de realismo mágico. De acordo com as publicações Variety e Cineuropa,o projecto tem 1,1 milhões de euros de orçamento (mais de 81,2 milhões de meticais) e contará com a co-produção portuguesa da Midas Filmes, de Pedro Borges.

Entretanto, no “Open Doors”, o filme “Submergido”, do moçambicano Ariel Añez, foi contemplado com um apoio à divulgação pela organização African Film Press.

Ainda no âmbito do “Open Doors”, a realizadora angolana Pocas Pascoal receberá um apoio da Organização Internacional da Francofonia para o filme “Sarah”, sobre a cineasta Sarah Maldoror, pioneira no cinema africano.

Além destes projectos, Ique Langa e Pocas Pascoal apresentaram os seus mais recentes filmes em Locarno: a longa-metragem “O Profeta” e a curta-metragem “Time to Change”, respectivamente.

O “Open Doors” é uma plataforma de co-produção e desenvolvimento de talentos de realizadores oriundos de comunidades, regiões ou países que lutam por igualdade de direitos e de oportunidades e onde “a expressão artística está em risco”. Actualmente, tem em curso um ciclo de quatro edições dedicadas a países africanos.

Fonte: Jornal Notícias

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