Mais de três mil menores recebem tratamento cardíaco

Pouco mais de três mil crianças foram submetidas a cirurgias de coração aberto, entre 2021 e 2025, no Instituto do Coração, para o tratamento de patologias que impedem o normal funcionamento deste órgão.

As principais incluem doenças arterial coronariana, cardiopatias congénitas, insuficiência cardíaca, arritmias, hipertensão e outras, muitas das quais silenciosas, o que dificulta o diagnóstico precoce.

Os dados foram apresentados, há dias, em Maputo, na Reunião Científica inserida nas comemorações dos 25 anos do Instituto do Coração (ICOR). Na ocasião, o ministro da Saúde, Ussene Isse, enalteceu o papel da instituição no diagnóstico e tratamento de doenças que acometem o coração, atendendo, igualmente, menores cujas famílias não dispõem de recursos financeiros para a realização do procedimento.

Acrescentou que a instituição contribui para a formação especializada de profissionais e transferência de competência e habilidades, pilares essenciais para o aprimoramento do Sistema Nacional de Saúde (SNS), rumo à cobertura universal, numa altura em que se assiste a uma mudança no perfil epidemiológico, caracterizado, em parte, pelo aumento de doenças crónicas. Isse avançou que o Governo continuará a unir esforços e mobilizar recursos para assegurar cuidados de saúde à população.

Ao ICOR, encorajou a continuar a apostar na investigação, estratégia fundamental para reunir evidências para responder aos desafios contemporâneos como a resistência anti-microbiano, para além de trabalhar para o alcance da certificação de qualidade.

Reconheceu o apoio que o ICOR vem dando ao SNS, contribuindo para o alívio no tratamento de pacientes com doenças cardíacas e quando há carências de recursos. O presidente da Comissão Científica, Fidélio Sitefane, referiu que nos últimos anos, o ICOR tem trabalhado para prestar cuidados cardíacos de excelência, num contexto onde o acesso à saúde especializada é ainda, para muitos, um privilégio.

O jubileu de prata significa resiliência e inovação de cada profissional que se dedicou, mesmo com recursos limitados, para que os doentes regressassem às suas famílias com o coração a bater com normalidade.

Fonte: Jornal Notícias

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