Moçambicanos na RD Congo livres da ébola

by Telma Mandlate

Não há registo de cidadãos moçambicanos residentes na República Democrática do Congo (RD Congo) que tenham sido contaminados pelo vírus ébola.

A garantia foi dada ontem, em Maputo, pelo ministro da Integração Regional da RD Congo, Floribert Anzuluni Isiloketshi, após uma audiência com a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria dos Santos Lucas.

Falando à imprensa, Isiloketshi assegurou que a situação epidemiológica no leste daquele país está sob controlo, depois do surgimento de alguns casos da doença na província de Ituri. “O vírus ébola apareceu no leste da República Democrática do Congo, com alguns casos, mas o governo e os seus parceiros agiram rapidamente para conter a situação. Não há nenhum problema maior neste momento. As pessoas afectadas estão a receber tratamento e os parceiros continuam a trabalhar connosco”, afirmou.

Isiloketshi explicou que a doença não se transmite pelo ar, mas sobretudo através do contacto directo com pessoas infectadas ou materiais contaminados, razão pela qual foram adoptadas medidas rigorosas para travar a propagação do surto.

“Não há nenhum registo de moçambicanos que tenham contraído a doença ou enfrentado outros problemas relacionados com esta situação na RD Congo. Não temos qualquer indicação de cidadãos moçambicanos residentes no país que tenham sido afectados”, sublinhou. Por sua vez, Maria dos Santos Lucas reconheceu que poderão existir moçambicanos na RD Congo, sobretudo em zonas mineiras, envolvidos em actividades relacionadas, comércio e outras oportunidades de trabalho.

A governante explicou que o Executivo moçambicano procurou obter esclarecimentos junto das autoridades congolesas sobre a evolução da epidemia e a eventual presença de cidadãos nacionais nas áreas afectadas.

“Ontem tivemos de pedir essa explicação ao ministro e ele informou-nos que, logo que surgiram os primeiros casos, as autoridades encerraram as fronteiras da província afectada e reforçaram os controlos nos aeroportos, permitindo apenas a entrada de equipas humanitárias”, afirmou.

Dos Santos Lucas destacou ainda o apoio prestado pela Organização Mundial de Saúde, pela União Africana e por outros parceiros internacionais no combate ao surto, facto que contribuiu para a redução significativa do número de casos.

Apesar de não existirem, até ao momento, informações sobre moçambicanos afectados, a ministra apelou à partilha de dados que possam ajudar as autoridades a acompanhar eventuais cidadãos nacionais residentes naquela região.

“Não temos, até agora, qualquer informação sobre moçambicanos afectados, mas podem existir cidadãos a viver naquela zona. Caso haja informações, pedimos que sejam partilhadas para que possamos fazer o devido acompanhamento”, concluiu.

Fonte: Jornal Notícias

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