Dayo castiga maputo e beira leva os três pontos

Akil Marcelino veio a Maputo com a lição bem estudada e levou para casa três preciosos pontos! Com efeito, o Ferroviário da Beira derrotou ontem o seu homónimo da capital por 1-0, numa partida em que os beirenses foram donos da estratégia de jogo do primeiro ao último minuto. O golo solitário do avançado Dayo, aos 23 minutos, bastou para selar a vitória dos “locomotivas” do Chiveve e para confirmar que a batalha de Maputo foi ganha pelos visitantes.

Depois do empate sem golos na passada quarta-feira frente à Associação Black Bulls, o Ferroviário da Beira sabia que não teria uma pêra doce pela frente, considerando que o seu homónimo vinha de uma animadora vitória, conseguiu ontem impor-se em Maputo, regressando à casa com quatro dos seis pontos possíveis.

Os da Beira entraram seguros, firmes, apostando num jogo teleguiado.

A defesa dos “locomotivas” do Chiveve mostrou-se coesa e compacta, e o gigante Paizinho, entre os postes, só precisou de esticar-se nos primeiros dez minutos, quando o Ferroviário da capital ainda tentou acordar o jogo.

O golo nasceu de uma jogada de contra-ataque, justa ao 4x4x2 desenhado por Akil Marcelino. Chester, que faz dupla com o internacional Dayo – este com a braçadeira de capitão –, descaiu pela zona da linha de fundo, e vendo a desmarcação no último terço do campo. De cabeça, Dayo não perdoou. À passagem do minuto 24 o avançado carimbava o 1-0. Um golo consentido, numa zona em que a dupla de centrais Huga e Jeitoso andou adormecida na passagem de nível.

Na bancada os adeptos do Ferroviário da Beira exultavam… os mesmos que na quinta-feira passada aplaudiram o triunfo sobre a Liga Desportiva de Sofala voltaram a ter motivos para celebrar. Do outro lado via-se um Ferroviário de Maputo. Mesmo lançando todos os trunfos em campo, o técnico não encontrou resposta para a estratégia montada por Akil Marcelino.

O Ferroviário da Beira, que praticamente jogou com um avançado – Dayo, o sacrificado –, mostrou consistência. Apostou nas transições rápidas e nos contra-ataques, e a turma caseira não conseguiu conter as investidas. Caló alterou constantemente o sistema táctico, introduziu variantes, mas não foi bem-sucedido.

Foi-se ao intervalo com a vantagem para os visitantes.

Saber gerir

Na segunda parte Carlos Manuel (Caló) mexeu no tabuleiro. Rifel e Naftal entraram aos 46 minutos nos lugares de Laque e Hoopsi, respectivamente. O ataque era a arma, mas pouco acertiva. A equipa caseira procurou ser intensa, mas tudo não passou de plano teórico. Os jogadores de Caló continuavam perdulários, sem rumo no último terço do campo.

A segunda parte foi, na verdade, consubstanciada pela supremacia dos visitantes. Dayo ainda desperdiçou três ocasiões flagrantes de golo – aos 77, 89 e 90 minutos –, estando frente a frente com Victor, mas a falhar o alvo. O cansaço tirou-lhe o discernimento. Mesmo assim o Ferroviário da Beira não sofreu e levou para casa uma vitória justa. Agora Akil tem de recuperar a equipa. Quarta-feira há jogo importante com Nampula. Mas por enquanto pode sorrir. Os quatro pontos estão na bagagem e Caló continua preocupado porque a equipa não é consistente.

Fonte: Jornal Desafio

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