Recrutamento forçado de africanos. Ministro alvo de acusações

by Sérgio Tinga

291 vítimas do “recrutamento militar irregular” pela Rússia são apresentadas como uma estimativa oficial do Estado queniano, incluindo 19 mortos e 32 desaparecidos. Já os serviços de informação quenianos, num relatório a que a Agence France-Presse (AFP) teve acesso, apontam para mais de 1.000 casos e indicam possíveis cumplicidades dentro do Estado.
O nome de Alfred Mutua continua a constar no site oficial da Presidência do Quénia como responsável pelo Ministério do Trabalho e Proteção Social, apesar de referências a possíveis alterações governamentais em diferentes momentos segundo algumas fontes de informação.

Em video: “Este meu filho, se estiver morto…o governo deveria fazer um esforço e trazer-me o corpo de volta mesmo que seja para o enterrar, deixem-me enterrá-lo para que eu saiba que enterrei o meu filho.” suplica Josephine Ngoya, mãe de Erastus Mundial.


O ministro dos Negócios Estrageiros, Wycliffe Musalia Mudavadi, contraria as informações divulgadas e fala em adesão voluntária e com pleno conhecimento do recrutamento da Rússia.
O ativista da Vocal Africa, Odhiambo Ojiro, diz que o ministro “Alfred Mutua, tanto enquanto indivíduo como enquanto ministro, é diretamente responsável e deve ser acusado.”

Fonte: RTP Noticias

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