Dia 25 de Junho: Veteranos firmes na defesa da independência

Os veteranos da luta armada de libertação nacional exortam ao povo moçambicano a manter-se firme na defesa dos ideais da independência nacional e a trabalhar, continuamente, para o alcance da soberania económica.

O apelo foi feito ontem pelo secretário-geral da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACLLN), Carlos Siliya, no quadro da celebração, amanhã, do 25 de Junho, dia da independência nacional.

“Exortamos ao povo moçambicano a continuar firme na luta pela independência económica e na defesa dos ideais que nos conduziram à maior conquista que foi a nossa independência. Precisamos de dignificar isso. A independência é que nos possibilitou sermos tudo o que somos hoje”, disse Carlos Siliya, sublinhando que o processo da democracia que os moçambicanos hoje gozam, sobretudo a juventude, é uma das consequências da luta pela independência.

“Antes não havia democracia. Então, os moçambicanos devem continuar a cultivar o princípio do patriotismo, da soberania e da independência”, assinala Siliya.

Crítico aos discursos do ódio e do que considera narrativas fantasiosas que procuram “beliscar” a epopeia libertária contra os portugueses, liderada pelos moçambicanos, o secretário-geral da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional afirma que a independência de Moçambique deve constituir razão de orgulho.

“Não devemos nos enganar por discursos de fantasia feitos por pessoas que procuram nos inculcar um outro Moçambique de ilusão. Não. Este Moçambique é o país que estamos todos a construir agora. Não temos outra nação. Por isso, é essencial que, unidos, prossigamos na nossa luta pelo desenvolvimento, o que só será possível por via do esforço colectivo”, refere e sublinha que tudo o que está a acontecer em Moçambique resulta do esforço dos moçambicanos.

“Ninguém vai trazer o desenvolvimento se os próprios moçambicanos não se envolverem nesse processo. Portanto, deve ser orgulho o facto de hoje sermos soberanos, termos a nossa pátria e agora trabalharmos para a independência económica. Isso é o que nos interessa. E continuemos unidos”, anotou.

As declarações de Siliya foram feitas à margem da visita de um grupo da Organização dos Continuadores de Moçambique à sede da agremiação, na cidade de Maputo.

Na ocasião, manifestou satisfação pela visita daqueles “combatentes mirins”, dizendo que as crianças são o futuro do país. “É nossa tarefa educar as crianças para terem o espírito patriótico e auto-estima. Elas devem orgulhar-se por isso. A educação patriótica começa desde criança, primeiro em casa, e depois na escola até crescermos”, concluiu.

Fonte: Jornal Noticias

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