Celebrações centrais dos 51 anos da Independência e a gestão da coisa pública: Chapo volta a chamar por disciplina que continua a faltar

O Presidente da República, Daniel Chapo, voltou a falar da chamada “independência económica” como o desafio maior que deve mover e guiar todos os moçambicanos que continuam a sonhar em ver o país desenvolvido e em condições de garantir sustento para a sua população, 51 anos depois da proclamação da Independência Nacional. Sintetizando os caminhos que devem ser trilhados para o que voltou a apelidar de “segunda independência” apontou a disciplina como um dos caminhos, numa altura que a corrupção continua a ser vista como principal mal que tira recursos que poderiam apoiar programas de desenvolvimento do país. “Por estas razões, a segunda independência chama-se produção e produtividade. Chama-se trabalho árduo. Chama-se disciplina.

Chama-se patriotismo e nacionalismo económico” – apontou Daniel Chapo, depois de reconhecer que ao longo dos 51 anos da independência “aprendemos que nenhuma nação se torna verdadeiramente soberana, independente, livre, se depender eternamente da renda, riqueza e apoio produzidos por outras nações.” A questão da disciplina, na visão do Chefe de Estado, cobra de todos e sem qualquer distinção o que considera “nova mentalidade”.

A mesma, avançou Daniel Chapo, deve ir no sentido de demonstrar atitudes de “trabalho árduo, de integridade, de responsabilidade, de competência, de mérito, de responsabilidade colectiva, unidos numa única força.” Sobre discursos que tanto abundam e que perseguem o país desde o dia em que se tornou independente, Chapo reconheceu que não são estes que irão garantir desenvolvimento do país e, por essa via, melhorar a qualidade da vida de cada um, mas somente o trabalho. Assim, avançou, é importante pegar em enxadas e máquinas e colocá-los a produzir, os barcos no mar, a ciência nas universidades, inovação nos laboratórios e ainda o patriotismo no coração de cada cidadão.

Referiu-se à necessidade de combater, com firmeza, todos os males que enfraquecem o Estado e atrasam o desenvolvimento nacional, com destaque para “a corrupção que corrói a confiança, o desvio e mau uso de recursos públicos que rouba oportunidades ao nosso povo e a indiferença perante o sofrimento colectivo que enfraquece a nação”. “Assim, apelamos a todos os moçambicanos para que façam da honestidade, da integridade, do patriotismo, da competência e da responsabilidade valores inegociáveis da nossa vida nacional” – avançou Daniel Chapo. A necessidade de fortificar e regar diariamente a unidade entre os moçambicanos também foi ouvida.

Nisto, numa altura em que se continua a consolidar a ideia de tratamento diferenciado à base de questões políticas, regionais, religiosas, étnicas ou sociais, Daniel Chapo recordou que os moçambicanos são filhos da mesma nação, pelo que devem tudo fazer para se manter unidos. “Aliás, antes de qualquer diferença, somos todos filhos da mesma bandeira e da mesma pátria. Somos todos herdeiros da mesma luta e, consequentemente, somos todos responsáveis pelo mesmo destino colectivo” – referiu, acrescentando que “a nossa rica diversidade deve ser fonte de força e não de divisão.”

Fonte: Mediafax

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