Todos focados no aumento da produção e produtividade

O País celebrou ontem 51 anos de independência. As cerimónias centrais aconteceram na Praça dos Heróis Moçambicanos, na cidade de Maputo, e foram dirigidas pelo Presidente da República, Daniel Chapo. Logo à chegada, o Chefe do Estado depositou uma coroa de flores no monumento dos heróis, num ambiente que expressava a alegria pela comemoração da independência que custou a vida de muitos combatentes. A festa foi, igualmente, marcada por desfiles e manifestações culturais, destacando os progressos alcançados ao longo das últimas cinco décadas e os desafios que o país enfrenta no seu processo de desenvolvimento.  

A data foi celebrada em todo o país com diversas actividades cívicas, culturais e patrióticas, que evocam a luta de libertação nacional e homenageiam os heróis que contribuíram para a conquista da soberania. Dirigentes e individualidades foram unânimes quanto à necessidade de se trabalhar para o aumento da produção e produtividade de modo a alcançar a independência económica. Foram ainda condecorados mais de 600 combatentes pelo sacrifício que consentiram em prol do país.  

Continuar a legislar para o desenvolvimento

A Assembleia da República (AR) está a fazer a sua parte para que o país cumpra com o seu desiderato de elaborar normas para o funcionamento do Estado e das diversas instituições públicas, salvaguardando o contínuo progresso do país.  

Segundo o primeiro vice-presidente da AR, Hélder Injojo, o Parlamento aprovou normas estruturantes com o objectivo último de garantir e assegurar o desenvolvimento. São elas de Petróleo, de Minas e de Conteúdo Local, instrumentos importantes que irão alavancar a economia, assegurando que todos esses recursos minerais e petrolíferos possam dar um contributo positivo para impulsionar a economia.  

“A Assembleia da República tem dado a sua contribuição positiva para a elaboração de normas e representar os cidadãos, bem como para monitorizar a acção do Executivo”, disse.  

São visíveis os caminhos para independência económica

O Secretário-geral da Frelimo, Chakil Aboobacar, acredita que há acções concretas para a materialização da independência económica, tomando como exemplo de destaque a aprovação das leis de Minas e de Hidrocarbonetos, que visam conferir aos cidadãos maior propriedade da sua riqueza e falou dos 15 por cento das participações dos grandes projectos que devem proporcionar melhores serviços aos cidadãos.  

“Quando decidimos que as nossas riquezas, os recursos minerais têm de ser transformados em Moçambique é o caminho para a independência económica. Quando redistribuímos, criando projectos de sustentabilidade a nível local, como os financiados pelos diferentes fundos como o FDEL e Promulher, estamos a criar condições e bases para que a população possa encontrar caminhos, rumo ao interesse económico”, disse, acrescentando que a visão é levar o desenvolvimento para o distrito e transformar esses locais.  

Há certeza de um futuro próspero

É Quase certeza de que daqui a 51 anos o país estará ao nível de outras nações desenvolvidas porque já existem bases e há pessoas que desejam fazer o crescimento económico, social, cultural e político do país. Quem assim afirma é o antigo Presidente da República Joaquim Chissano, para quem é importante continuar a pautar pela unidade de ideias, respeitando a diversidade de opiniões, com vista a assegurar e acelerar o crescimento de Moçambique.  

“E eu digo agora, temos mais esperança de ter um futuro melhor. Isso porque futuro melhor é sempre melhor. Porque temos as bases que foram construídas durante estes 51 anos. As bases estão lá. Há 51 anos não tínhamos essas bases. Ouviram falar aqui do 8 de Março, não tínhamos essas bases. Hoje temos essas bases e temos uma juventude muito esclarecida”, disse Chissano, sublinhando que os moçambicanos nunca cessaram de trabalhar, mesmo em meio as dificuldades sempre teve esperança.  

Diálogo nacional é oportunidade de reconstrução

O Presidente do Povo Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (Podemos), Albino Forquilha, diz estar muito confiante no diálogo nacional inclusivo, pois com o contributo de todos os cidadãos os próximos 50 anos serão melhores. Disse que este processo pode criar uma verdadeira reconciliação nacional.  

“Todos somos chamados, não é apenas o Podemos, a Frelimo, Renamo ou MDM, mas todos nós somos chamados para podermos lutar para o melhor nos próximos 50 anos. Há um ponto muito claro que nos colocamos neste diálogo nacional inclusivo ligado à reconciliação nacional, mas também, digamos, a inclusividade do Estado”, disse.  

Forquilha afirmou ainda que se todo o conhecimento adquirido ao longo dos 50 anos fosse colocado em prática no diálogo nacional refundava-se o Estado moçambicano para que os próximos 50 anos sejam diferentes.  

Ainda prevalecem desafios

Ao comemorar ontem a independência nacional, Moçambique celebrou a resiliência de um povo que, apesar do orgulho que enche os seus cidadãos de sermos um país livre, ainda prevalecem situações que era suposto que a independência tivesse resolvido.  

Para Fernando Bismarque, chefe da bancada do MDM, na Assembleia da República, a construção da unidade e coesão nacional são desafios que ainda precisam do envolvimento de todos os políticos e da sociedade civil em todas as esferas.  

“Transcorridos 51 anos, ainda vivemos assimetrias gritantes, cidadãos sem água potável, hospitais sem medicamentos e escolas sem o mínimo de condições. A Independência nunca será apenas a conquista da Bandeira ou ou Hino Nacional, precisamos de renovar a esperança e construir um Moçambique para todos e de cada um dos seus habitantes”, disse Fernando Bismarque, que deseja que todos estejam envolvidos em prol do desenvolvimento do país.  

Gaza pela consolidação das conquistas

O Secretário de Estado na província de Gaza, Jaime Neto, apelou ontem à população para valorizar a paz, por considerar tratar-se de um pilar fundamental para enaltecer as conquistas da independência, nomeadamente, a construção de uma pátria próspera para o bem-estar comum. O apelo foi lançado na cidade de Xai-Xai, durante a celebração dos 51 anos da Independência Nacional, que este ano foi assinalada sob o compromisso de preservação das conquistas alcançadas ao longo das últimas cinco décadas e do reforço das acções para o desenvolvimento do país.  

Reconhecidos 63 combatentes

Sessenta e três combatentes da luta de libertação nacional, entre homens e mulheres, foram condecorados ontem, na província de Nampula, em reconhecimento dos seus feitos e contributo prestado na conquista da independência, proclamada pelo primeiro Presidente de Moçambique, Samora Machel, a 25 de Junho de 1975. As condecorações representam o reconhecimento do Estado ao papel desempenhado pelos veteranos da luta armada, cujo sacrifício permitiu ao país alcançar a independência nacional, segundo afirmou o secretário de Estado, Fernando Bemane de Sousa, na cerimónia que assinalou a efeméride.  

Segundo o governante, preservar a memória dos combatentes constitui uma forma de valorizar a história do país e de transmitir às novas gerações os valores de patriotismo, unidade e defesa da soberania. Acrescentou que o seu legado continua a inspirar os moçambicanos na construção de uma nação cada vez mais unida, próspera e comprometida com a paz e o desenvolvimento.

Niassa apela à união

O Secretário de Estado no Niassa, Silva Livone, defendeu ontem que a conquista da independência económica exige acções concretas, coordenadas e sustentadas, assentes no espírito de entrega e abnegação de todos os cidadãos, bem como no reforço do acesso aos serviços sociais básicos e na criação de oportunidades de auto-emprego para jovens e mulheres.   O pronunciamento foi feito, em Lichinga, num evento que ficou, igualmente, marcado pela condecoração de 27 combatentes da luta de libertação nacional e pela homenagem a seis artistas locais. Na sua intervenção, Silva Livone afirmou que as comemorações da independência devem constituir um momento de reflexão e de preparação dos alicerces necessários para alcançar a tão almejada independência económica de Moçambique.  

Na mesma cerimónia, a governadora do Niassa, Judite Massengele, destacou que o Dia da Independência Nacional simboliza um marco de reconciliação, unidade e reafirmação da identidade nacional. Apelou às novas gerações para quese inspirem no legado deixado pelos heróis da luta de libertação, preservando os valores patrióticos que conduziram à conquista da liberdade e da soberania do país.  

As celebrações do 51.º Aniversário da Independência Nacional decorreram num ambiente de exaltação patriótica e do reconhecimento aos combatentes da luta de libertação nacional e outras personalidades que contribuíram para o desenvolvimento da província.  

Transformar desafios em esperança

Cabo Delgado continua firme rumo ao desenvolvimento, apesar dos desafios impostos pelo terrorismo e mudanças climáticas, afirmou ontem Plácido Pereira, secretário de Estado na província, durante as celebrações da festa da independência nacional. O dirigente destacou a resiliência da população e apontou os grandes investimentos em curso como sinais de esperança para a recuperação económica e social. Falando perante centenas de participantes nas cerimónias, na cidade de Pemba, Pereira sublinhou que Cabo Delgado tem demonstrado capacidade de resistência em face das adversidades que assolam a província desde 2017, quando começaram os ataques terroristas em alguns distritos.  

Segundo destacou, a população tem sabido transformar asdificuldades em oportunidades para reconstruir as suas vidas e contribuir para o desenvolvimento da província, mesmo diante dos desafios provocados pela insegurança, deslocamentos forçados e fenómenos climáticos extremos. As celebrações dos 51 anos da Independência Nacional ficaram igualmente marcadas pela imposição de insígnias e condecoração de 248 cidadãos moçambicanos com a Medalha de Veteranos da Luta de Libertação Nacional, antecedida da deposição de uma coroa de flores na praça dos heróis nacionais.  

Destacados ganhos em Inhambane

A Secretária de Estado na província de Inhambane, Amélia Massingue, destaca o crescimento da rede escolar, expansão de unidades sanitárias e outras infra-estruturas económicas e sociais como exemplos de ganhos assinaláveis dos 51 anos da Independência Nacional. Falando ontem por ocasião da efeméride, pouco depois da deposição de uma coroa de flores na Praça da Independência, Massingue destacou ainda como avanços visíveis a consolidação das instituições do Estado, bem como a sua descentralização e promoção da paz. Por seu turno, o governador de Inhambane, Francisco Pagula, disse que a data deve servir para inspirar a juventude na construção de uma pátria próspera e estável.  

“A independência não termina na proclamação. Ela prolonga-se na educação de um país justo, próspero e no bem-estar da comunidade”, afirmou.   A primeira-secretária do Comité Provincial da Frelimo, Adélia Macucule, disse que a data representa uma homenagem justa aos combatentes da luta de libertação nacional, que sacrificaram a sua vida para que o país esteja em liberdade e continue a construir o bem-estar.  

Sofala exalta resgate da dignidade

A Província de Sofala celebrou ontem a festa da independência com uma renovada mensagem de unidade, patriotismo e compromisso com a construção da independência económica, considerada pelas autoridades como o principal desafio da actual geração demoçambicanos.  

As cerimónias decorreram na Praça dos Heróis Moçambicanos, na cidade da Beira e foram marcadas por discursos de exaltação dos feitos dos combatentes da luta de libertação nacional, reconhecimento dos avanços alcançados pelo país.  

O secretário de Estado em Sofala, Manuel Rodrigues, afirmou que o 25 deJunho continua a ser uma das datas maismarcantes da história do país, por simbolizar a coragem, determinação e o sacrifício de milhares de moçambicanos que lutaram para libertar o país do colonialismo.   Acrescentou que a independência nacional não representou apenas a conquista da liberdade política, mas também o resgate da identidade, cultura e da dignidade do povo moçambicano, permitindo que os cidadãos assumissem plenamente a condução do seu próprio destino.  

Por sua vez, o governador de Sofala, Lourenço Bulha, destacou que a principal lição deixada pela luta de libertação nacional é a importância da unidade do povo moçambicano na superação dos desafios do presente e do futuro.   As celebrações do 51.º Aniversário da Independência Nacional serviram, igualmente, para homenagear 64 combatentes da luta de libertação nacional com entrega de insígnias.  

Veteranos condecorados

Trinta e cinco nacionais, entre combatentes e de outras áreas, foram condecorados ontem com medalhas Veterano da Luta de Libertação Nacional, Mérito da Polícia e Mérito de Trabalho, em reconhecimento do contributo prestado ao país ao longo dos anos, na cerimónia de celebração do dia nacional da independência, na cidade de Tete.

A secretária de Estado na província, Cristina Mafumo, referiu que estas distinções simbolizam gratidão institucional e a importância de valorizar quem contribuiu para a construção e defesa da nação. “Apelo a cada moçambicano a contribuir, sem olhar à origem, condição social, filiação política ou crença religiosa, para que juntos construamos uma nação mais forte e economicamente independente.

É urgente consolidar a paz, promover o desenvolvimento sustentável e renovar os ideais que nos guiaram na luta pela independência”, afirmou. Por sua vez, o governador da província, Domingos Viola, reforçou a importância da união e do trabalho de todos para o desenvolvimento da província e do país, destacando que a prosperidade de Tete depende do esforço de todos os cidadãos. Apelou aos jovens para que escolham o caminho da educação, do trabalho e do empreendedorismo como ferramentas de transformação, tendo incentivado os mesmos a serem construtores de oportunidades e líderes comprometidos com o bem-estar social.

Fonte: Jornal Noticias

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