Guebuza sabe o que falhou no início, mas desconhece o que falha na actualidade

by Sérgio Tinga
O antigo Presidente da República, Armando Guebuza, mostrou, nesta quinta-feira, em Maputo, ter conhecimento pleno das razões que poderão ter contribuído largamente para o não alcance dos objectivos definidos aquando da proclamação das independências dos países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), pelo menos nos primeiros anos da governação pós-colonialismo.  

Na leitura de Armando Guebuza, o que falhou e fez com que muitos países da região não conseguissem garantir o bem-estar prometido aos povos da região no âmbito da proclamação das independências está associado à falta de experiência. Ou seja, os dirigentes, maioritariamente vindos dos movimentos de libertação, foram aprendendo a governar pela prática do dia-a-dia.  

“Nesse processo, obviamente, esses países que não eram um Estado, os dirigentes desses países não eram dirigentes, não tinham experiência de direcção de um Estado, foram aprender” – referiu Armando Guebuza, acrescentando que “quando chegaram à independência, quando conquistaram a independência disseram: nós também vamos decidir como alcançar os objectivos dos nossos povos”.  

O antigo Presidente da República falava, na manhã desta quarta-feira, em Maputo, na sessão de abertura da 25.ª Conferência Anual da Associação dos Advogados da SADC, evento que decorreu sob o lema “Construindo uma SADC Resiliente através do Direito: Promovendo a Industrialização, a Transição Energética e a Transformação Agrícola”.  

Entretanto, se o antigo Presidente da República sabe claramente o que falhou no início, não mostra as mesmas habilidades em discernir o que, muito tempo depois, continuou a falhar. Ou seja, depois de 30 ou mais anos de independência, os países continuaram e continuam sem capacidade e mestria para desenvolver e garantir progresso a bem-estar à sua população. Aqui, Guebuza diz que ele próprio tem perguntas, mas respostas não.  

“Ao longo destes mais de 45 anos da nossa existência, o que nos tem colocado mais perto ou mais longe dos nossos objectivos? É uma pergunta que também me faço a mim mesmo e que acredito que muitos de nós a fazem” – deu a conhecer Armando Guebuza, reconhecendo que capacidades para fazer melhor e garantir um real bem-estar aos povos da região existem no seio da classe governante. Contudo, publicamente se consolida a ideia de que as coisas desandam na SADC e em muitos países africanos por conta da corrupção generalizada que descaminha os poucos recursos públicos.  

Ainda em torno do cometimento de erros, particularmente nos primeiros anos das independências, Armando Guebuza não culpabiliza somente a falta de experiência. Aponta o dedo, igualmente, ao que designou falta de vontade. Na sua linguagem “também porque não temos vontade”.   Apesar de tardar a chegar o momento de os povos colherem os reais frutos das independências, Guebuza não deixa de acreditar que esse dia vai chegar. Diz ele que as nações africanas serão potências económicas um dia, havendo a necessidade de estabelecimento de confiança entre as nações africanas.  

“Por isso, eu acredito plenamente que a SADC se vai transformar numa potência política e económica. O que dificulta isso é que ainda não temos confiança em nós mesmos. Não temos ainda confiança em nós mesmos” – repetiu Guebuza, descrevendo o que considera como nós de estrangulamento.

O antigo Presidente da República, Armando Guebuza, mostrou, nesta quinta-feira, em Maputo, ter conhecimento pleno das razões que poderão ter contribuído largamente para o não alcance dos objectivos definidos aquando da proclamação das independências dos países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), pelo menos nos primeiros anos da governação pós-colonialismo.  

Na leitura de Armando Guebuza, o que falhou e fez com que muitos países da região não conseguissem garantir o bem-estar prometido aos povos da região no âmbito da proclamação das independências está associado à falta de experiência. Ou seja, os dirigentes, maioritariamente vindos dos movimentos de libertação, foram aprendendo a governar pela prática do dia-a-dia.  

“Nesse processo, obviamente, esses países que não eram um Estado, os dirigentes desses países não eram dirigentes, não tinham experiência de direcção de um Estado, foram aprender” – referiu Armando Guebuza, acrescentando que “quando chegaram à independência, quando conquistaram a independência disseram: nós também vamos decidir como alcançar os objectivos dos nossos povos”.  

O antigo Presidente da República falava, na manhã desta quarta-feira, em Maputo, na sessão de abertura da 25.ª Conferência Anual da Associação dos Advogados da SADC, evento que decorreu sob o lema “Construindo uma SADC Resiliente através do Direito: Promovendo a Industrialização, a Transição Energética e a Transformação Agrícola”.   Entretanto, se o antigo Presidente da República sabe claramente o que falhou no início, não mostra as mesmas habilidades em discernir o que, muito tempo depois, continuou a falhar. Ou seja, depois de 30 ou mais anos de independência, os países continuaram e continuam sem capacidade e mestria para desenvolver e garantir progresso a bem-estar à sua população. Aqui, Guebuza diz que ele próprio tem perguntas, mas respostas não.  

“Ao longo destes mais de 45 anos da nossa existência, o que nos tem colocado mais perto ou mais longe dos nossos objectivos? É uma pergunta que também me faço a mim mesmo e que acredito que muitos de nós a fazem” – deu a conhecer Armando Guebuza, reconhecendo que capacidades para fazer melhor e garantir um real bem-estar aos povos da região existem no seio da classe governante. Contudo, publicamente se consolida a ideia de que as coisas desandam na SADC e em muitos países africanos por conta da corrupção generalizada que descaminha os poucos recursos públicos.  

Ainda em torno do cometimento de erros, particularmente nos primeiros anos das independências, Armando Guebuza não culpabiliza somente a falta de experiência. Aponta o dedo, igualmente, ao que designou falta de vontade. Na sua linguagem “também porque não temos vontade”.  

Apesar de tardar a chegar o momento de os povos colherem os reais frutos das independências, Guebuza não deixa de acreditar que esse dia vai chegar. Diz ele que as nações africanas serão potências económicas um dia, havendo a necessidade de estabelecimento de confiança entre as nações africanas.  

“Por isso, eu acredito plenamente que a SADC se vai transformar numa potência política e económica. O que dificulta isso é que ainda não temos confiança em nós mesmos. Não temos ainda confiança em nós mesmos” – repetiu Guebuza, descrevendo o que considera como nós de estrangulamento.

Fonte: MediaFax

You may also like

-
00:00
00:00
Update Required Flash plugin
-
00:00
00:00