A Cinebiografia de Michael Jackson, realizada por Antoine Fuqua e lançada este ano, tornou-se a biografia cinematográfica mais lucrativa da história do cinema, com receitas globais de 977,4 milhões de dólares (mais de 62,4 mil milhões de meticais), ultrapassando “Oppenheimer”, de Christopher Nolan, vencedor de Óscares.
“Oppenheimer” arrecadou 975,8 milhões de dólares (mais de 62,3 mil milhões de meticais) em todo o mundo, segundo o Box Office Mojo, e viria a conquistar sete Óscares, incluindo Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Actor e Melhor Actor Secundário.
No início deste mês, “Michael” ultrapassou “Bohemian Rhapsody” como a cinebiografia musical mais lucrativa de sempre. Já na 10.ª semana em exibição, a fasquia dos mil milhões de dólares (63,9 mil milhões de meticais) parece praticamente garantida. Estreado em Abril de 2026, “Michael” acompanha a ascensão de Michael Jackson desde os tempos de menino-prodígio nos Jackson Five até se tornar o Rei da Pop.
Apesar do sucesso de bilheteira, o filme tem sido fortemente criticado por evitar alguns dos aspectos mais problemáticos da vida de Jackson. A reacção negativa ao filme deve-se ao facto de não abordar as acusações de abuso sexual de menores feitas ao cantor antes da sua morte, em 2009.
Segundo relatos, uma versão inicial do filme tratava essas acusações, mas os advogados do seu espólio travaram-na, em favor de uma abordagem mais agradável para o público. Uma sequela de “Michael” estará já em preparação, com Adam Fogelson, director da Lionsgate, a revelar que a segunda parte poderá começar a ser filmada ainda este ano ou em 2027.
Questionado sobre o que poderá incluir a sequela, Fogelson apontou, como exemplo, a actuação de Jackson no intervalo do Super Bowl de 1993. Perante a insistência sobre se a sequela mencionará as acusações contra Jackson, respondeu que esta “é uma questão muito complicada e não tenho a certeza de ser a pessoa certa, nem de este ser o momento certo”.
Fonte: Jornal Notícias