A quando da sua tomada de posse em Fevereiro de 2024, o edil do município da cidade de Pemba, Satar Abdulgani, prometeu aos munícipes da urbe que caso não conseguisse concluir a asfaltagem dos 4,6 km de estrada ANE–Chuiba, ia renunciar ao cargo.
Volvidos três anos, os munícipes estão em cima de Satar Abdulgani, exigindo que este cumpra com a promessa ou renuncie ao cargo.
O Canal de Moçambique ouviu os munícipes de Pemba que manifestaram descontentamento com a paralisação das obras da estrada ANE – Chuiba e acusam o presidente do Conselho Municipal de incumprimento da promessa de concluir a reabilitação da via.
Abudo Jamal, residente da cidade de Pemba, disse que o estado da estrada continua a deteriorar-se, cenário que piora na época chuvosa.
“Quando chove, quase não temos por onde passar. A estrada fica cheia de água e buracos. Somos obrigados a recorrer às motorizadas para conseguirmos chegar ao trabalho. Na época seca, enfrentamos muita poeira, além das covas que permanecem na estrada”, disse o munícipe.
E acrescentou que as sucessivas promessas feitas pelo edil ao longo dos anos fizeram desaparecer a confiança da população. E eles já ouviram promessas de vários dirigentes e até hoje a estrada continua na mesma situação. E não acredita que essa obra seja concluída.
Os moradores afirmam que a degradação da via afecta diariamente milhares de pessoas, encarece os custos do transporte, provoca danos nas viaturas e compromete o acesso aos serviços essenciais, apelando às autoridades municipais para apresentarem soluções concretas e um calendário claro para a retoma e conclusão das obras.
Obras paralisadas desde 2021
As obras da estrada, iniciadas em 2021, encontram-se praticamente paralisadas há cerca de três anos, sem perspectivas claras para a sua conclusão.
A situação continua a dificultar a circulação de pessoas e bens e agrava problemas de saúde pública devido à poeira durante a época seca e à acumulação de água e lama na época chuvosa. O projecto, avaliado em cerca de 500 milhões de meticais, contou com financiamento do Instituto Nacional de Petróleo (INP). No entanto, segundo informações recolhidas no local, apenas cerca de 200 metros dos 4,6 quilómetros previstos foram asfaltados.
Fonte: Canal de mocambique