O presidente da Liga Moçambicana de Futebol (LMF), Alberto Simango Jr, garantiu que apesar da escassez de datas que se está a verificar no calendário, a instituição que dirige vai conseguir fazer com que a disputa do Moçambola 2026 aconteça dentro do tempo previsto.
O dirigente deu esta garantia na passada quinta-feira, depois de ter rubricado o acordo de patrocínio no valor de 61.000.000,00MT (sessenta e um milhões de meticais) da Vulcan visando o apoio à realização da decorrente 49.ª edição do Campeonato Nacional de Futebol, o Moçambola-2026.
Na ocasião Simango Jr respondia a uma questão sobre a preocupação existente em relação à possibilidade da disputa do Moçambola ser afectada não por problemas financeiros, tal como aconteceu em 2025, mas por falta de tempo.
A preocupação ganhou força quando na semana passada a LMF não conseguiu disputar na totalidade os jogos das 10.ª e 11.ª jornadas devido a problemas logísticos de transporte aéreo. É que as Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), companhia que transporta as equipas e delegações que participam no Moçambola, enfrentou problemas logísticos, o que forçou o cancelamento de 10 dos 12 jogos das duas jornadas, cuja realização implicava a deslocação aérea de pelo menos uma das equipas envolvidas em cada desafio.
Mas há mais! O segundo semestre vai precisar de espaço no calendário para a realização de quatro jogos da Selecção Nacional de Futebol, que entre finais de Setembro e meados de Novembro vai estar envolvida na qualificação ao CAN-2027. Depois, a partir de Agosto, as formações da União Desportiva do Songo e da Associação Black Bulls também vão precisar de tempo para os jogos de acesso à Fase de Grupos da Liga dos Campeões Africanos e Taça CAF, respectivamente.
Finalmente, a nível interno, até ao fim do ano a própria FMF vai precisar de datas no calendário para a conclusão da disputa da Taça de Moçambique, cuja disputa ainda está na fase regional.
“Temos alguma margem no calendário para terminar o campeonato. Sempre que temos este tipo de situações, como os casos de força maior, tal como o exemplo que resultou no cancelamento de muitos jogos das 10.ª e 11.ª jornadas, nomeadamente devido a problemas operacionais com a LAM e climáticos, o que temos feito é negociar datas com a Federação Moçambicana de Futebol (FMF). A nossa relação institucional com a FMF é boa, comunicamo-nos sobre eventos fora do nosso controlo e que possam afectar o calendário. Nesse sentido, acredito que teremos espaço para terminar o campeonato sem grandes sobressaltos”, disse Alberto Simango Jr.
Vulcan admite alargar patrocínio depois deste ano
Entretanto, a Vulcan Moçambique, empresa que na passada quinta-feira procedeu à assinatura do acordo de patrocínio para a viabilização do Moçambola, pode me alargar a sua relação com a LMF para além da presente temporada.
A intenção foi manifestada por Mukesh Kumar, chefe executivo (CEO, na sigla em Inglês) da companhia, de origem indiana, que explora carvão mineral na província de Tete.
De acordo com Mukesh Kumar, a Vulcan não fecha a possibilidade de o patrocínio ao Moçambola ser alargado nas próximas temporadas, porque o apoio ao desporto é um dos pilares da empresa.
“A Vulcan Moçambique elegeu três áreas sociais como prioritárias. Trata-se da Educação, Saúde e Desporto. Quanto ao desporto, o nosso apoio vai desde as competições de nível local até nacional. No ano passado tivemos uma boa experiência de patrocínio aos ‘Mambas’ e agora estamos a apoiar a realização do Moçambola”, começou por dizer Kumar. “Todos os países têm as suas ligas desportivas e, para nós, é importante apoiar o Moçambola. Em Moçambique o futebol é o desporto favorito da maioria da população e é justo o nosso envolvimento. Na Índia as pessoas gostam de críquete, mas aqui há uma enorme paixão pelo futebol”, rematou.
Fonte: Jornal Noticias