Celeebrar os 30 anos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e o diálogo intercultural entre os países membros da organização é o mote do lançamento, hoje, no Camões – Centro Cultural Português (CCP), em Maputo, do livro “As casas ainda respiram”.
Trata-se de uma antologia de prosa que reúne diversos autores lusófonos de prosa e poesia, entre eles os moçambicanos Álvaro Taruma e Virgília Ferrão, com o propósito de celebrar a língua portuguesa, idioma com mais de 200 milhões de falantes no mundo, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).
O livro “As casas ainda respiram”, de 170 páginas, é publicado pela plataforma Catalogus, em parceria com a Embaixada de Portugal e o CCP.
A sessão de lançamento contará com a presença dos autores Álvaro Taruma e Virgília Ferrão, bem como do jornalista e guionista Elton Pila, que tecerá alguns comentários sobre a obra.
Os mentores deste programa argumentam que pretendem introduzir no cenário literário moçambicano alguns autores que se destacam na contemporaneidade. Assim, o livro integra textos de Alice Pina, Álvaro Fausto Taruma, Ana Bárbara Pedrosa, Calila das Mercês, Camila Afonso, Cheila Delgado, Edson Incopté, Elisângela Rita, Eltânia André, Helena Abrahamsson, Israel Campos, Jamila Pereira, Rita Canas Mendes, Samuel F. Pimenta e Virgília Ferrão.
Segundo José Lopes, director do CCP, ao comemorar-se os 30 anos da CPLP, celebra-se, igualmente, a força de uma língua que aproxima povos sem apagar as suas singularidades.
“Uma língua que continua a construir pontes entre continentes, a promover o diálogo, a incentivar a criação literária e a afirmar que a diversidade cultural é um dos mais valiosos legados da lusofonia”, lê-se na nota de apresentação da colectânea.
A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa comemorou o 30.º aniversário a 17 de Julho. Sob o lema “CPLP 30 Anos: Unidade na Diversidade, Uma Comunidade para os Povos”, a organização abrange nove Estados-membros que, em conjunto, reúnem cerca de 300 milhões de pessoas em quatro continentes. Oficialmente fundada em 1996, em Lisboa, a comunidade nasceu para promover a concertação político-diplomática, a cooperação multissectorial (educação, saúde e cultura) e a valorização da língua portuguesa.
Fonte: Jornal Noticias