Contra cancro do colo: Vacinação alcança 51 mil raparigas

A Vacina contra o Vírus do Papiloma Humano (HPV), introduzida em 2021, já alcançou mais de 51 mil raparigas, com nove anos, na cidade de Maputo, no quadro dos esforços de prevenção do cancro do colo do útero.

A informação foi avançada ontem, pelo gestor do Programa Alargado de Vacinação (PAV) no Departamento de Saúde Pública, Joaquim Muchanga, explicando que avacinação contra o cancro decorre em regime de rotina nas unidades sanitárias e, através de brigadas móveis, nas escolas e comunidades.

Segundo o responsável, entre Setembro de 2021 e Junho deste ano, pelo menos 51.765 raparigas tomaram a primeira dose e 22.233 completaram o esquema vacinal. Para este ano, a meta é imunizar 14.825 raparigas de nove anos, número baseado nas projecções populacionais do Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

Embora a vacina esteja disponível em todos os centros de saúde, as escolas continuam a ser um dos principais pontos de imunização, por concentrarem o maior número de raparigas abrangidas pelo programa.

Muchanga reconhece a persistência de desafios para adesão à vacina. Os distritos municipais de KaMaxakeni e KaNyaka registam menor procura nos postos fixos, situação que obriga ao reforço de acções de sensibilização junto das comunidades.

Entre as principais dificuldades, constam os mitos e receios que persistem, entre alguns pais e encarregados de educação, pois algumas famílias associam a vacinação ao início precoce da vida sexual ou manifestam preocupação com possíveis efeitos secundários. Para ultrapassar estas barreiras, os serviços de saúde promovem reuniões comunitárias, sessões de esclarecimento e acções de mobilização nas escolas.

O envolvimento de líderes comunitários e religiosos também integra as estratégias adoptadas pelo sector visando aumentar a confiança da população na vacina. Anotou que a administração da vacina é feita mediante consentimento dos pais.

Sobre o impacto, Muchanga espera que o aumento da cobertura vacinal contribua para redução significativa dos casos de cancro do colo do útero, nos próximos anos, uma vez que a vacina protege contra os tipos de HPV, frequentemente associados à doença. Apesar de não estar prevista uma campanha massiva de vacinação, as autoridades municipais garantem continuar a trabalhar em colaboração com os parceiros, visando assegurar a protecção contínua das raparigas contra o cancro.’

Fonte: Jornal Noticias

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