Chapo coloca energia no centro de uma “Economia de Ligações”

O Presidente da República, Daniel Chapo, apresentou esta quarta-feira, 22 de Julho, uma visão para transformar o potencial energético de Moçambique numa plataforma de industrialização, integração regional, inovação tecnológica e desenvolvimento empresarial. Na abertura do Mozambique CEO Summit, em Maputo, o Chefe do Estado defendeu que o País não deve limitar-se a exportar electricidade, gás e matérias-primas.

A energia deverá ser utilizada para ampliar a produção interna, transformar recursos, criar emprego, desenvolver empresas nacionais e elevar a competitividade da economia. O discurso, subordinado ao tema “Moçambique Como Hub Energético Regional: Liderando a Próxima Fronteira de Crescimento em África”, colocou no centro da agenda a necessidade de converter potencialidades naturais e geográficas em resultados concretos para a população.

A proposta assenta numa articulação entre os projectos de gás da Bacia do Rovuma, o potencial hidroeléctrico do Vale do Zambeze, os corredores de Nacala, Beira e Maputo, o conteúdo local, a expansão da electricidade, a transformação digital e a melhoria do ambiente de negócios.

Um encontro orientado para decisões e parcerias Daniel Chapo apresentou o Mozambique CEO Summit como uma plataforma de diálogo estratégico que reúne decisores públicos, empresários, investidores, instituições financeiras, parceiros de desenvolvimento, académicos e outros actores da economia nacional e internacional.

O encontro contou, segundo o Presidente, com participantes provenientes de 22 delegações, diferentes sectores e percursos profissionais. A diversidade deveria permitir não apenas aprofundar a reflexão, mas também identificar soluções práticas, mobilizar capital e construir parcerias.

O Chefe do Estado destacou o papel dos líderes empresariais que transformam ideias em empreendimentos, assumem riscos, mobilizam investimento e criam emprego, sobretudo para jovens e mulheres, que constituem a maioria da população moçambicana.

A expectativa expressa no discurso é que o encontro produza decisões, compromissos claros, investimentos produtivos e soluções inovadoras, ultrapassando o formato de uma conferência centrada apenas no debate.

A energia como ponto de partida, não como destino final O posicionamento de Moçambique como centro energético regional foi apresentado como uma ambição nacional legítima, baseada na capacidade de produzir, transportar, transformar e comercializar energia ao serviço da economia e da integração da África Austral.

Mas Daniel Chapo advertiu que liderar esta nova fronteira exige mais do que recursos naturais. Requer visão, infra-estruturas, instituições públicas e privadas sólidas, investimento responsável, capital humano qualificado e capacidade para transformar a riqueza energética em benefícios económicos e sociais.

Moçambique dispõe de uma localização estratégica no Oceano Índico, portos que servem os países do interior, corredores regionais, recursos hídricos, terra arável, minerais, diversidade energética e uma população maioritariamente jovem.

O Presidente defendeu que estes activos devem ser utilizados para acrescentar valor dentro do território, desenvolver cadeias produtivas, fortalecer empresas nacionais, ampliar a base fiscal e melhorar os serviços públicos e as condições de vida das famílias.

A energia surge, assim, como instrumento de transformação e não como um sector isolado. Diversificar uma economia concentrada na extracção Daniel Chapo reconheceu que a economia moçambicana continua fortemente concentrada na indústria extractiva, com destaque para carvão, areias pesadas, grafite e hidrocarbonetos, sobretudo gás natural.

A estratégia do Governo consiste em utilizar os recursos gerados pelos grandes investimentos para apoiar sectores capazes de diversificar a base produtiva, designadamente agricultura, turismo, infra-estruturas, transporte, logística, transformação digital e industrialização. O argumento estabelece uma ligação entre as receitas extractivas e o desenvolvimento de actividades menos dependentes das matérias-primas.

“A energia deve, antes de tudo, servir o desenvolvimento de Moçambique”, afirmou o Presidente, acrescentando que a aspiração nacional não é apenas exportar recursos, mas usar a energia para produzir, transformar, empregar e competir melhor.

A concretização desta visão dependerá da capacidade de converter receitas temporárias de recursos não renováveis em activos produtivos, competências, infra-estruturas e empresas capazes de sustentar a economia no longo prazo. O Rovuma mobiliza uma escala transformadora de investimento.

A Bacia do Rovuma ocupa uma posição central na estratégia apresentada. Daniel Chapo destacou os projectos Coral Sul e Coral Norte, liderados pela Eni, o Mozambique LNG, da TotalEnergies, e o Rovuma LNG, da ExxonMobil. Segundo a formulação constante do discurso presidencial, estes empreendimentos representam, no seu conjunto, uma mobilização estimada em cerca de 50 biliões de dólares norte-americanos.

O Chefe do Estado defendeu que esta dimensão de investimento deve funcionar como plataforma para aumentar a produção, formar quadros, desenvolver empresas nacionais, criar emprego e acelerar a industrialização de Moçambique e da região da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral.

O efeito económico dos projectos dependerá, contudo, das ligações estabelecidas com o restante tecido produtivo. A importação de equipamentos, serviços e competências pode permitir uma execução rápida, mas reduz a parcela do investimento que permanece na economia nacional.

A participação empresarial moçambicana exige informação antecipada sobre os concursos, acesso ao financiamento, certificação, transferência tecnológica e contratos que permitam às empresas investir em capacidade. Zambeze como cascata energética integrada.

A estratégia não se limita ao gás natural. No domínio hidroeléctrico, o Governo pretende adoptar uma abordagem integrada para o aproveitamento do potencial do Vale do Zambeze, desenvolvendo progressivamente uma cascata de geração ao longo do rio.

O modelo inclui a consolidação de Cahora Bassa e o desenvolvimento de Mphanda Nkuwa, Lupata, Boroma e outros projectos considerados viáveis na Bacia do Zambeze.

Em vez de tratar cada empreendimento como uma central isolada, a visão procura coordenar geração, gestão da água, transmissão e comercialização. Daniel Chapo orientou também as empresas públicas do sector, com destaque para a Hidroeléctrica de Cahora Bassa, a aperfeiçoarem os modelos de comercialização da energia segundo as melhores práticas internacionais e a defesa do interesse estratégico nacional.

A orientação atribui particular atenção à protecção do País contra riscos cambiais e à necessidade de assegurar receitas energéticas que sirvam o desenvolvimento nacional.

A forma como a energia é contratada, tarifada e paga pode ser tão importante quanto a quantidade produzida. Contratos de longo prazo mal estruturados podem limitar receitas, enquanto uma exposição cambial inadequada pode reduzir o valor económico das exportações.

Energia para todos mantém a prioridade social A ambição de fornecer energia à região foi apresentada em paralelo com o compromisso de ampliar o acesso interno à electricidade.

O Presidente reiterou a implementação do projecto Energia para Todos, destinado a assegurar que, até 2030, cada moçambicano possa beneficiar de electricidade, nas zonas urbanas e rurais.

O acesso foi associado à dignidade humana, educação, saúde, produção e empreendedorismo. Esta dimensão é decisiva para evitar que o País se afirme como exportador regional enquanto famílias, escolas, centros de saúde e empresas nacionais permanecem sem abastecimento fiável.

A electrificação produz efeitos mais amplos quando permite conservar alimentos, mecanizar actividades, prolongar horários de produção, utilizar equipamentos, melhorar comunicações e criar pequenos negócios. Por isso, o número de ligações deve ser acompanhado pela qualidade e regularidade do serviço, capacidade financeira dos consumidores e utilização produtiva da energia.

Segurança energética da áfrica austral Daniel Chapo afirmou que Moçambique pretende reforçar a sua contribuição para a segurança energética regional, num contexto em que vários países vizinhos enfrentam défices e limitações no fornecimento de electricidade.

A procura regional oferece mercado para novos projectos de geração e pode transformar o País num fornecedor estratégico. Contudo, o Presidente condicionou o significado dessa ambição à colocação dos moçambicanos no centro do processo.

Os projectos deverão criar ligações reais com a economia nacional, abrir oportunidades às micro, pequenas e médias empresas, transferir conhecimento, respeitar as comunidades, proteger o ambiente e cumprir a legislação. A energia exportada pode gerar divisas e receitas empresariais.

A energia utilizada na indústria nacional pode criar cadeias produtivas mais longas, emprego permanente e exportações de bens transformados.

O equilíbrio entre consumo interno e vendas regionais será, por isso, determinante para a qualidade do posicionamento energético de Moçambique. Conteúdo local como política de capacidade nacional.

O conteúdo local foi apresentado como instrumento central da estratégia de desenvolvimento. Daniel Chapo rejeitou a ideia de que se trate de uma formalidade administrativa ou concessão atribuída às empresas nacionais.

Na sua visão, constitui um mecanismo para fortalecer a capacidade produtiva, qualificar a mão-de-obra e assegurar uma participação crescente dos moçambicanos nos grandes investimentos.

O Presidente enquadrou neste objectivo a aprovação da Lei do Conteúdo Local. A aplicação da lei terá de equilibrar ambição e capacidade. Metas sem preparação das empresas podem produzir participação apenas nominal, intermediários sem capacidade efectiva ou atrasos na execução dos projectos.

Uma política demasiado limitada, por outro lado, manterá o valor concentrado nos fornecedores internacionais. A construção de capacidade exige programas de desenvolvimento empresarial, financiamento, certificação, partilha de informação, formação profissional e mecanismos transparentes de acompanhamento.

Corredores como plataformas de produção e comércio A visão energética foi associada aos corredores de desenvolvimento, apresentados como plataformas de integração, comércio e competitividade. No Corredor de Nacala, o Governo pretende preparar e mobilizar investimentos de grande dimensão para reforçar a capacidade logística e produtiva. No Corredor da Beira,

Daniel Chapo destacou a melhoria dos acessos ao porto, a construção de novos cais, o desenvolvimento da Base Logística do Dondo e a implementação de uma Fronteira de Paragem Única em Machipanda.

Estas iniciativas procuram facilitar a circulação de pessoas e mercadorias entre Moçambique, Zimbabwe e outros países do interior. No Corredor de Maputo, o discurso mencionou investimentos no Porto de Maputo e nas suas ligações logísticas, a ampliação da Estrada Nacional Número Quatro, novos acessos portuários e a perspectiva de uma Fronteira de Paragem Única em Ressano Garcia.

O Presidente enquadrou estes investimentos numa visão comum: ligar zonas de produção aos mercados, reduzir custos logísticos, facilitar o comércio e afirmar Moçambique como plataforma regional de energia, indústria, tecnologia, transformação digital, transporte e serviços. Corredores de transporte ou corredores de desenvolvimento.

A expansão das infra-estruturas logísticas pode reforçar a posição de Moçambique como rota de entrada e saída para as economias vizinhas. Mas o impacto sobre a economia nacional será maior se os corredores gerarem actividade produtiva ao longo do trajecto. Portos e ferrovias podem transportar minérios e outras mercadorias produzidas fora de Moçambique, gerando receitas logísticas.

A transformação económica exige também parques industriais, armazenagem, processamento, manutenção, serviços financeiros, tecnologias e fornecedores nacionais.

A energia e os corredores devem, por isso, ser planeados de forma conjunta. Empresas industriais precisam de electricidade, transporte, água, telecomunicações e acesso aos mercados.

A disponibilidade simultânea destas condições pode reduzir custos e tornar viáveis investimentos que isoladamente não avançariam. Energia abundante pode apoiar um hub digital Uma das propostas mais inovadoras do discurso foi a utilização da disponibilidade energética para transformar Moçambique num centro digital regional.

Daniel Chapo defendeu a instalação de centros de dados e infra-estruturas de inteligência artificial capazes de atrair investimento tecnológico para toda a África Austral.

A expansão mundial da inteligência artificial está a aumentar rapidamente a procura por capacidade de processamento e electricidade. Moçambique pode procurar converter a sua disponibilidade energética, posição geográfica e ligação a cabos internacionais numa vantagem para o desenvolvimento de infra-estruturas digitais.

Contudo, centros de dados exigem fornecimento eléctrico contínuo, conectividade de elevada capacidade, segurança cibernética, protecção de dados, sistemas de refrigeração e técnicos especializados.

O desenvolvimento de um hub digital precisará, portanto, de uma política articulada entre energia, telecomunicações, educação, regulação e investimento.

O Sector privado como motor da economia Daniel Chapo afirmou que a transformação económica não poderá ser realizada apenas pelo Estado. O sector privado foi apresentado como motor da economia, responsável por transformar oportunidades em empresas, criar postos de trabalho e mobilizar capital.

Ao Governo cabe criar condições para que investidores nacionais e estrangeiros encontrem segurança jurídica, previsibilidade, diálogo permanente e serviços públicos capazes de apoiar os negócios.

O Presidente reafirmou que Moçambique está de portas abertas aos investidores que pretendam construir o futuro ao lado do País. Mas dirigiu igualmente uma exigência clara ao empresariado nacional: profissionalismo, dedicação, disciplina, integridade, cumprimento das regras e dos contratos e capacidade de entrega.

A confiança no ambiente de negócios depende desta responsabilidade partilhada. O Estado precisa de aplicar regras estáveis e as empresas devem honrar os compromissos assumidos. APIEX e unidade de aceleração de projectos,

O Presidente indicou a Agência de Promoção de Investimento e Exportações como uma das estruturas encarregadas de apoiar investidores e facilitar a identificação de oportunidades.

Destacou também o Gabinete Central de Reformas e Projectos Estratégicos, que funciona na Presidência da República e foi apresentado como uma espécie de Delivery Unit para apoiar investidores nacionais e estrangeiros.

A criação desta estrutura procura responder a um problema recorrente: projectos economicamente viáveis podem enfrentar atrasos associados a licenças, coordenação institucional, acesso à terra, infra-estruturas e decisões administrativas.

Uma unidade central pode ajudar a acompanhar os processos, identificar bloqueios e coordenar as instituições envolvidas. A sua eficácia dependerá, contudo, da clareza das competências, capacidade técnica, transparência dos procedimentos e articulação com ministérios, governos provinciais e reguladores.

Reformas precisam de ser sentidas pelas empresas Daniel Chapo afirmou que o compromisso do Governo não se limita ao anúncio de reformas, devendo assegurar que as mudanças sejam sentidas na vida das empresas e dos cidadãos.

O Presidente prometeu uma actuação contínua para simplificar procedimentos, reduzir barreiras burocráticas, combater a corrupção, melhorar a qualidade dos serviços públicos e reforçar a integridade institucional. No discurso, associou directamente o ambiente de investimento ao combate aos raptos, à criminalidade e a outras práticas que prejudicam o Estado, afectam empresários e afastam capital.

A segurança constitui um custo económico. Empresas expostas a raptos, extorsão ou criminalidade gastam mais em protecção, seguros e gestão de risco, adiando decisões de investimento.

O Chefe do Estado afirmou que as acções governamentais procuram construir um Moçambique livre da criminalidade e dos obstáculos que comprometem o crescimento económico.

Crescimento sem enclaves O Presidente rejeitou um modelo de desenvolvimento em que a riqueza produzida pelos grandes projectos conviva com exclusão, baixa capacidade empresarial e reduzido impacto sobre as famílias.

A alternativa proposta é uma “economia de ligações”: entre grandes investimentos e pequenas empresas; entre energia e indústria; entre agricultura e mercados; entre formação e emprego; e entre crescimento económico e melhoria das condições de vida. “Nem sempre o crescimento é desenvolvimento”, afirmou Daniel Chapo, defendendo que o País procura uma expansão económica acompanhada de desenvolvimento efectivo.

A formulação reflecte o desafio das economias intensivas em recursos naturais. A produção extractiva pode elevar rapidamente o produto interno bruto e as exportações.

Mas, quando opera como enclave, cria poucos fornecedores, concentra receitas e estabelece ligações limitadas com o restante tecido económico.

A qualidade do crescimento será determinada pela capacidade de distribuir oportunidades, formar competências e reinvestir receitas em sectores produtivos. Investimento Com Resultados Económicos, Sociais e Ambientais Daniel Chapo afirmou que Moçambique procura investimentos que produzam resultados económicos, mas também sociais e ambientais.

Os projectos deverão construir capacidade nacional, promover inclusão e deixar um legado positivo. A sustentabilidade foi apresentada como orientação para a relação entre o sector público e o privado, num País onde as alterações climáticas já destroem infra-estruturas, comprometem colheitas e afectam comunidades.

O discurso apelou a investimentos mais resilientes, capazes de suportar eventos climáticos e reduzir a necessidade de reconstruções recorrentes. Esta exigência possui implicações directas para centrais eléctricas, portos, linhas ferroviárias, estradas, centros de dados e outras infra-estruturas que sustentam a ambição regional. Uma Transição Energética Justa O Presidente defendeu uma transição energética que concilie a urgência climática com o direito ao desenvolvimento.

“A África não pode ser chamada a escolher entre proteger o ambiente e retirar milhões de pessoas da pobreza”, afirmou, sustentando que os dois objectivos devem ser prosseguidos simultaneamente. Moçambique pretende utilizar os seus recursos de forma responsável, diversificar a matriz energética, expandir as energias renováveis, aumentar o acesso à electricidade e proteger o ambiente.

A posição procura reconhecer a vulnerabilidade climática do continente sem limitar a sua capacidade de mobilizar energia para industrialização, emprego e redução da pobreza.

O equilíbrio dependerá da qualidade dos projectos, das tecnologias utilizadas, da aplicação das receitas e da integração das comunidades nas decisões e benefícios. Uma Aliança Nacional Pelo Investimento Produtivo Daniel Chapo apelou à formação de uma aliança nacional em torno do investimento produtivo, industrialização, criação de emprego, valorização do capital humano e integridade na gestão dos recursos públicos e privados.

O Presidente pediu às instituições financeiras e aos parceiros de desenvolvimento que apoiem projectos capazes de reforçar a base produtiva, melhorar infra-estruturas, formar quadros e diversificar a economia.

A orientação é que a expansão dos serviços seja acompanhada por uma economia produtiva, capaz de produzir bens, transformar recursos e competir nos mercados regional e internacional. A disponibilidade de financiamento será decisiva, sobretudo para as pequenas e médias empresas que precisam de equipamentos, certificação, capital circulante e garantias para participar nos grandes projectos.

Da Reflexão à decisão O Presidente encerrou a intervenção defendendo que o Mozambique CEO Summit deve ser um momento de decisão e não apenas de reflexão. A expectativa é que o encontro resulte em parcerias sólidas, investimentos produtivos, soluções inovadoras e compromissos claros com a transformação económica.

A visão apresentada combina activos que Moçambique já possui — gás, hidroenergia, portos, corredores e localização — com capacidades que ainda precisam de ser fortalecidas: empresas, competências, instituições, financiamento e execução.

O posicionamento como centro energético regional será tanto mais consistente quanto maior for a capacidade de utilizar a energia dentro do País para alimentar indústrias, digitalizar serviços, desenvolver empresas e criar emprego.

A proposta de uma economia de ligações oferece o eixo político dessa transformação. O desafio seguinte será convertê-la em contratos, projectos, infra-estruturas e resultados visíveis na actividade empresarial e nas condições de vida dos moçambicanos.

Fonte: O.economico

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