Nicolás Maduro começa a ser julgado nos EUA em junho de 2027

Em abril, os EUA autorizaram a Venezuela a pagar a defesa jurídica de Maduro e de Flores, algo que anteriormente era proibido ao abrigo das sanções norte-americanas.

Um juiz norte-americano fixou, na quarta-feira, a data de 1 de junho de 2027 para o julgamento do presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, e da sua mulher, Cilia Flores, acusados de tráfico de droga.

Nem Maduro nem a sua esposa se pronunciaram durante a audiência de 15 minutos realizada na quarta-feira.

O juiz Alvin K. Hellerstein marcou a data do julgamento a pedido dos advogados de ambas as partes. De acordo com o calendário acordado, os advogados de defesa começarão a apresentar moções no início de setembro para contestar a acusação.

Durante a audiência, o advogado de Maduro, Barry Pollack, afirmou que contestaria, em primeiro lugar, a acusação com base na imunidade soberana. Pollack já tinha afirmado anteriormente que tencionava contestar a legalidade do “sequestro militar” de Maduro.

Os advogados afirmaram que existem defesas jurídicas complexas que o tribunal deve abordar antes de o julgamento poder ter início.

Entretanto, no exterior do tribunal, manifestantes exibiram cartazes em apoio ao presidente deposto e à sua esposa.

Maduro e Flores encontram-se detidos numa prisão de Brooklyn desde uma operação militar dos EUA em janeiro, aguardando julgamento por tráfico de droga, posse de armas de fogo e outras acusações.

O casal foi capturado pelas forças norte-americanas numa operação noturna em janeiro. Ambos se declararam inocentes e enfrentam possíveis penas de prisão perpétua caso sejam condenados por conspiração para traficar cocaína para os Estados Unidos.

“Não sou culpado. Sou um homem honrado, o presidente constitucional do meu país”, afirmou Maduro na sua audiência de acusação, em janeiro.

A administração do presidente dos EUA, Donald Trump, descreveu a operação como uma “operação policial cirúrgica” no âmbito de um processo criminal iniciado há seis anos. Maduro, no entanto, descreveu-se a si próprio como um “prisioneiro de guerra” e a sua captura como um rapto.

Os procuradores alegam que Maduro conspirou para traficar milhares de toneladas de cocaína para os Estados Unidos, em conluio com agentes das forças da ordem venezuelanas para ajudar barões da droga.

Maduro e Flores não solicitaram a libertação sob fiança.

Fonte: Euronews

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