FUNDEC quer cooperação entre sectores-chave no crescimento económico

A Fundação para a Competitividade Empresarial (FUNDEC) constatou que o maior desafio de Moçambique continua a ser a criação de empregos de qualidade e o aumento de produtividade. O presidente da FUNDEC, Agostinho Vuma, explicou que o FUNDEC Economic Outlook passará a divulgar, trimestralmente, indicadores sobre emprego, produtividade e ambiente empresarial, com o objectivo de apoiar a formulação de políticas públicas e melhorar a tomada de decisões. Por sua vez, o Ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, considerou que os indicadores apresentados constituem instrumentos relevantes para melhorar a formulação de políticas públicas e responder aos desafios do emprego jovem. O reforço da cooperação entre o Estado, o sector privado, a academia e a Sociedade Civil é condição essencial para impulsionar o emprego, aumentar a competitividade e acelerar o desenvolvimento económico do País, num contexto em que as empresas enfrentam dificuldades persistentes de acesso ao crédito, elevados custos financeiros e fraca confiança económica. Estas constatações estão vertidas na primeira edição do FUNDEC Economic Outlook 2026, acompanhadas de apresentação do Índice de Emprego e Produtividade (IEP) e da segunda edição do Rating Empresarial e Financeiro (REF).

Moçambique enfrenta desafios significativos na criação de emprego, no aumento da produtividade e na modernização do tecido empresarial, sendo necessário que a tomada de decisões deve assentar em informações credíveis e na capacidade de antecipar tendências económicas. A organização assegura que os indicadores são baseados em evidências para apoiar a formulação de políticas públicas e as decisões empresariais. Na abertura da primeira edição do FUNDEC Economic Outlook, plataforma nacional permanente de monitorização económica, promovido pela Fundação para a Competitividade Empresarial, o presidente da agremiação, Agostinho Vuma, explicou que o FUNDEC Economic Outlook passará a divulgar, trimestralmente, indicadores sobre emprego, produtividade e ambiente empresarial, com o objectivo de apoiar a formulação de políticas públicas e melhorar a tomada de decisões. Vuma afirmou que a iniciativa constitui uma plataforma permanente de reflexão económica destinada a acompanhar a evolução de competitividade nacional.

“Hoje não realizamos apenas um evento. Hoje lançamos uma plataforma nacional permanente de reflexão económica, concebida para acompanhar, interpretar e antecipar a evolução da economia moçambicana”, declarou. Segundo Vuma, o IEP registou 28,01 pontos no primeiro trimestre de 2026, evidenciando que o maior desafio do País consiste em criar empregos de qualidade e elevar a produtividade. O REF, por sua vez, recuou para 38,62 pontos, reflectindo dificuldades persistentes das empresas no acesso ao crédito, elevados custos financeiros e fraca confiança económica. Desafios do emprego jovem “O verdadeiro desafio consiste em criar empregos de qualidade, empregos produtivos, empregos formais, capazes de gerar rendimentos, inovações e esperanças”, sublinhou. Por sua vez, o ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, considerou que os indicadores que foram apresentados constituem instrumentos relevantes para melhorar a formulação de políticas públicas e responder aos desafios do emprego jovem.

“As métricas que foram apresentadas não são exercícios estatísticos. São instrumentos de planificação, de monitoria das reformas e ao serviço de políticas públicas mais eficazes e mais próximas da realidade dos cidadãos e das empresas”, afirmou. Segundo o governante, mais de 450 mil jovens entram anualmente no mercado de trabalho, o que exige maior aposta na formação profissional, no empreendedorismo e na criação de oportunidades de emprego. “Não haverá crescimento inclusivo sem oportunidades reais para a juventude.

Não haverá estabilidade social duradoura sem jovens a trabalhar”, frisou. Manasse desafiou a FUNDEC a expandir estas reflexões para as províncias e distritos, defendendo maior aproximação entre os centros de produção de conhecimentos e as comunidades. O ministro acrescentou que “o Executivo manterá o compromisso com a melhoria do ambiente de negócios, através de simplificação administrativa, de inclusão financeira e de fortalecimento das pequenas e médias empresas”, considerando que estas medidas são determinantes para estimular o investimento e o crescimento económico.

O administrador executivo do Banco Comercial e de Investimentos, Raul Almeida, considerou que o desenvolvimento económico depende de articulação entre empresas, banca e Estado. “Temos presentes três dos principais pilares que permitem a economia evoluir, nomeadamente o sector empresarial, os bancos, como alavanca financeira, e o Estado, para garantir a coordenação e a implementação das políticas”, afirmou.

Fonte: Magazine Independente

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