ICM controla preço do arroz no mercado

O Instituto de Cereais de Moçambique (ICM) está a obrigar a revisão em baixa dos preços do arroz no mercado, no âmbito do controlo exercido em consonância com os valores praticados na importação. Trata-se de uma medida alinhada com o actual modelo de centralização da importação, que confere ao ICM maior conhecimento das dinâmicas dos mercados internacionais de cereais. A garantia foi dada, há dias, pelo director-geral do ICM, Jobe Fazenda, no município da Matola, província de Maputo. Segundo explicou, a intervenção do instituto tem permitido evitar o agravamento do preço de arroz para o consumidor, através do controlo dos custos de importação declarados pelas empresas.

“Com a intervenção dos Instituto de Cereais de Moçambique, garantimos que o preço do arroz não seja agravado, porque nós é que autorizamos os processos de importação das empresas”, disse. Com esta medida, segundo disse, o ICM é dotada de mais conhecimentos da factura real da importação das empresas e tem obrigado a rever em baixa os preços que declaram. “Houve casos em que algumas empresas afirmavam comprar arroz a 470,00 dólares por tonelada, quando, na realidade, o preço era de cerca de 350,00 dólares”, exemplificou Jobe Fazenda.

Actualmente, o ICM já autorizou a importação de mais de 354 mil toneladas de arroz, das quais uma parte significativa já se encontra no país, enquanto outro volume chega nos próximos dias. Lembre-se que o ICM procura constituir uma reserva estratégica mínima de 20 mil toneladas de cereais, para reforçar a segurança alimentar no país, sobretudo na região Sul, que poderá enfrentar um período de seca devido ao fenómeno “El Niño”.

Segundo o dirigente, o principal desafio para a concretização desta meta é disponibilidade de recursos financeiros, embora estejam em curso negociações com diversos parceiros, incluindo a banca comercial, para a criação de linhas de crédito destinadas ao financiamento da compra de cereais. A constituição da reserva torna-se ainda mais urgente devido às previsões de prolongamento do fenómeno “El Niño” até Março de 2027, período que normalmente coincide com a época das colheitas.

Fonte: Jornal Notícias

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