Pelo menos 9267 pessoas foram diagnosticadas com malária no primeiro semestre do ano em curso na cidade de Maputo. A cifra representa uma redução de casos comparativamente aos 20.364 assistidos em igual período de 2025.
O Distrito Municipal KaMavota, apesar de ter registado um decréscimo, de 11.832 para 3432 ocorrências, continua a ser o mais afectado pela doença.
A situação é atribuída, entre outros factores, à existência de áreas alagadas que propiciam a proliferação do mosquito transmissor da doença.
KaNyaka foi o único distrito com aumento de casos, passando de 27 para 36. Seguiu-se Nhlamankulo, com um crescimento de sete por cento.
Os dados foram avançados, há dias, pelos Serviços de Saúde da Cidade de Maputo, que manifestaram satisfação com a redução da incidência da malária. Entretanto, asseguraram que as medidas de prevenção e controlo continuam em implementação.
Entre as acções em curso destacam-se a intensificação da pulverização das residências e distribuição de redes mosquiteiras impregnadas com insecticida de última geração, sobretudo nas zonas de risco, onde persiste a estagnação de águas pluviais.
As autoridades sanitárias apelam à população para que continue a dormir sob redes mosquiteiras, permita a entrada dos rociadores e evite a acumulação de resíduos sólidos e outros comportamentos que favoreçam a proliferação do mosquito.
Fonte: Jornal Notícias