Chapo quer 11 % do BCI vendido aosmoçambicanos

O Banco Português de Investimento (BPI) em Fevereiro deste ano, a intenção de desfazer-se da sua participação de 36% no Banco Comercial e de Investimentos (BCI),

Numa operação que inclui o mercado angolano, o BPI justificou que que os activos em Moçambique e Angola já mais não são considerados “estratégicos”, e, por isso, o banco está aberto a encontrar potenciais compradores para a sua posição no BCI. Apesar da abertura à alienação da participação minoritária, não existe até ao momento um anúncio oficial de venda concluída do BCI ou de um comprador identificado publicamente.

A operação marcará um ponto final ao “sonho africano” que deu muitos frutos ao BPI, tendo contribuído para praticamente um terço dos lucros desde 2010.

Essa operação não passou despercebida às autoridades moçambicanas. E Daniel Chapo quer começar exactamente dessa operação na sua campanha de “independência económica”.

“O Governo tem procurado criar condições para que a participação dos 36% actualmente detidos pelo BPI constitua uma oportunidade de alargamento da presença de investidores moçambicanos, incluindo cidadãos, empresas e investidores institucionais, respeitando os procedimentos de avaliação, negociação e autorização legalmente exigidos” disse.

Chapo chegou mesmo a dizer que só com a efectivação da transmissão dessas acções aos moçambicanos é que o banco passará a ser “verdadeiramente daqui” em alusão ao slogan daquela instituição financeira maioritariamente detida pela Caixa Geral de Depósitos (CGD).

Segundo Chapo, a proposta em consideração prevê a afectação de 11 % desses 36 % ao público moçambicano. “Continuamos a trabalhar para elevar, em coordenação com a direcção, incluindo trabalhadores do banco, e de 25 pontos percentuais a investidores institucionais e empresariais, mediante os procedimentos de avaliação, negociação e autorização legalmente exigidos”. Chapo tem um objectivo:

“Queremos que esta experiência, caso se concretize nos termos previstos, demonstre que o mercado de capitais pode desempenhar um papel importante na nacionalização económica da propriedade empresarial, sem comprometer a confiança dos investidores, a estabilidade financeira e a competitividade das instituições” disse.

Fonte: Canal de Moçambique

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