Cristiano Ronaldo anuncia saída da seleção:”Continuarei a sofrer, a vibrar e a celebrar cada vitória de Portugal

Não foi uma decisão fácil, porque há decisões que não se tomam só com a cabeça, tomam-se com o coração”, diz. FPF agredece ao “eterno capitão” e anuncia que organizará um tributo. Cristiano Ronaldo anunciou esta qinta-feira, 5 de novembro, que abandona a seleção. “Chegou o dia de devolver a camisola 7 da seleção de todos nós”, começa o jogador num vídeo dirigido aos portugueses publicado nas redes sociais no qual garante que sempre deu tudo pela equipa e que sempre acreditou em chegar mais longe.

“Nunca a senti como exclusivamente minha, mas durante 23 anos tive o privilégio e a responsabilidade de a vestir, de a defender e de a levar para estádios no mundo inteiro. Hoje chegou o momento de a entregar ao futuro”, diz. “A camisola sete fica, o orgulho de a ter vestido será meu para sempre”, afirma na véspera do anúncio da convocatória de Jorge Jesus.

“Não foi uma decisão fácil, porque há decisões que não se tomam só com a cabeça, tomam-se com o coração”, acrescenta Ronaldo, dizendo que, assim, termina uma caminhada que começou em agosto de 2003 e que, reconhece, mudou a sua vida para sempre.

Depois refere-se aos adeptos, àqueles que o apoiaram a ele e à seleção, os milhões de porugueses que fizeram parte da sua vida. “Porque no fim de tudo, o futebol é muito maior do que um jogo. O futebol são as pessoas”, reaça, garantindo que, na seleção, tentou sempre superar os seus limites. “Quis ganhar, quis ser o melhor, quis fazer história”, reconhece. “Dei tudo o que tinha por esta camisola”, garante.

“Houve tardes e noites perfeitas, houve vitórias que nunca esquecerei. Houve derrotas que ainda hoje me custa recordar. Também falhei, também sofri, também houve momentos em que não fui capaz de dar aos portugueses aquilo que tanto desejavam. Mas nunca desisti. E acima de tudo, nunca deixei de sentir orgulho por representar Portugal”, acresenta, dizendo que aprendeu que o tempo não pode apagar o lugar que ocupamos no coração das pessoas.

“Se alguma vez vos fiz feliz, se alguma vez um golo meu vos fez abraçar alguém, esquecer uma preocupação, mas só sentir orgulho no nosso país, então tudo valeu a pena”, assegura, pedindo aos portugueses que acredtem

outra vez. “Portugal precisará sempre de jovens que sonhem, de jogadores que nunca desistam, de novas gerações que acreditam que é possível chegar onde ninguém chegou”, defende, passando depois a dirigir-se aos companheiros de seleção, lembrando que “nenhum capitão caminha sozinho”.

“Obrigado por cada corrida, por cada abraço, por cada discussão, por cada silêncio antes de entrar em campo”, afirma. Agradece depois àqueles que nunca aparecem na fotografia (treinadores, dirigentes, médicos, fisioterapeutas, roupeiros, funcionários) e à família. “Se cheguei tão longe, foi porque estivemos sempre de mão dada”.

Finalmente, Cristiano Ronaldo fala da imagem que levará deste caminho na seleção: “O momento em que começa o hino nacional. Olho à minha volta, vejo os meus companheiros, vejo as bancadas, vejo crianças, mães, pais e avós. Vejo portugueses que vieram de tão longe apenas para estar ali.

E durante aqueles minutos, deixamos de ser diferentes. Não existem clubes, não existem cores, não existem classes, não existem profissões, não existem opiniões. Existe apenas uma paixão. Portugal”. Cristiano Ronaldo afirma que sai de cabeça levantada e deixa uma garantia: “Nunca deixarei de ser um de vocês, continuarei a sofrer, a vibrar e a celebrar cada vitória de Portugal com o ‘Sim”.

Fonte: Diário de Notícias

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