“Vozes Que Ficam” de Máriam Fakir lançada no BCI

by Vanessa Massingue
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Fonte: Diário do País

O BCI acolheu, na segunda-feira, 1 de Junho, no seu Auditório, em Maputo, o lançamento da obra literária Vozes Que Ficam, da autoria de Máriam Mahomed Fakir Fernandes, numa cerimónia marcada pela celebração da memória, da resiliência e do legado das mulheres que inspiram gerações através do seu exemplo de vida.

A obra retrata, em memória, a história de Bibita, mãe da autora, destacando uma trajectória de coragem, dedicação e superação. O livro recorda que nem todos os caminhos passam pela visibilidade pública para se construir uma vida digna e significativa.

Ao retratar como Bibita transformou a cozinha numa escola de vida, a hospitalidade numa forma de liderança e a adversidade numa oportunidade de crescimento, a autora evidencia o valor dos gestos simples na construção de um legado duradouro.

Na ocasião, a Coordenadora das Mediatecas do BCI, Telma Jorge, felicitou a autora e destacou a importância de iniciativas que preservam memórias e valorizam histórias de vida inspiradoras.

 “Obrigado por nos brindar com este contributo tão relevante, num momento em que a sociedade precisa de resgatar e celebrar as suas ‘vozes que ficam’, aquelas que sustentam o tecido humano da nação a partir do silêncio dos quintais, dos mercados e dos pequenos gestos diários”, afirmou.

A representante do Banco acrescentou que o BCI apoia iniciativas que promovem a cultura, o conhecimento e a valorização das histórias que constroem a identidade colectiva do país, sublinhando que “um banco verdadeiramente comprometido com o futuro deve também honrar as memórias que o sustentam”.

Por sua vez, a prefaciadora da obra, Glayds Gande, referiu que escrever sobre mulheres que edificam as bases da sociedade constitui um acto de preservação da memória colectiva e uma fonte de inspiração para as novas gerações.

Na sua intervenção, Máriam Fakir partilhou a motivação que esteve na origem do livro e recordou a trajectória da mãe, que enfrentou uma batalha contra o cancro durante 30 anos.

A autora explicou que a obra resulta de uma visão profundamente pessoal da mulher que conheceu como mãe e amiga, e destacou a mensagem de esperança que pretende transmitir aos leitores: por maiores que sejam os desafios, existe sempre a possibilidade de superação.

A cerimónia contou ainda com testemunhos de familiares e amigos, projecção de vídeos e momentos culturais, numa sentida homenagem à vida e ao legado de Bibita.

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