A Mineradora Vulcan e a empresa de telefonia móvel Movitel são os novos patrocinadores do Moçambola-2026, com o desembolso de 66 milhões de meticais que serão usados para assegurar o pagamento das passagens aéreas das equipas e todas as delegações que participam no Campeonato Nacional de Futebol da I Divisão.
A informação foi ontem confirmada ao nosso jornal por Alberto Simango Júnior, presidente da Liga Moçambicana de Futebol (LMF), entidade responsável pela organização do Moçambola.
De acordo com o dirigente, a LMF e Vulcan, empresa de mineração de carvão detida pela multinacional indiana de fundição de aço Jindal Steel, chegaram a entendimento para que esta desembolsasse um valor de 61.000.000,00 MT (sessenta e um milhões de meticais) de patrocínio ao Moçambola.
O acordo, no qual a Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) é a entidade receptora do valor, foi possível depois de uma primeira abordagem nesse sentido feita na segunda-feira do dia 18 de Maio, em que o Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu em audiência Naveen Jindal, presidente do conselho da Jindal Steel, reitor e fundador da Om Prakash Jindal Global University.
Na reunião de alto nível, havida na Presidência da República, Daniel Chapo incentivou Naveen Jindal, empresário, político e filantropo indiano, a reforçar o investimento privado e apontou áreas prioritárias de impacto social, nomeadamente o empoderamento da mulher, a emancipação das raparigas, o desporto, a formação de competências, a educação e a industrialização.
Foi então que, em relação ao desporto, o Chefe do Estado manifestou preocupação com o financiamento do Moçambola, competição que em 2025 não terminou por abandono, devido à falta de fundos para a LMF realizar últimas três jornadas.
Entretanto, em relação à Movitel, Alberto Simango Júnior disse que esta empresa vai disponibilizar 5.000.000,00 MT (cinco milhões de meticais), igualmente para ajudar na logística do campeonato.
Refira-se que o Moçambola-2026 está orçado em pouco mais de 70.000.000,00 MT (setenta milhões de meticais), com maior custo a ser dedicado ao transporte aéreo das equipas e demais intervenientes na competição.
Na prova, recorde-se, os clubes têm o custo das passagens aéreas suportado pela LMF, por via de patrocínio de empresas do Estado e privadas.
Fonte: Jornal Notícias