Governação autárquica: Frelimo em Inhambane exige resultados positivos

by Biston Gule

A primeira-secretária do Comité Provincial da Frelimo em Inhambane, Adélia Macucule, adverte que os desafios relacionados com recursos materiais, financeiros e patrimoniais não se podem transformar em desculpas permanentes para justificar a falta de resultados das autarquias sob sua gestão. Falando ontem, no decurso da V sessão ordinária de Avaliação Semestral do Desempenho dos Órgãos Autárquicos de Inhambane, Adélia Macucule chamou ainda atenção para o facto de muitos dirigentes municipais estarem quase sempre a propalar o que disse ser o recorrente discurso de escassez de fundos como argumento para não cumprir integralmente o programa de governação.

A dirigente política do partido no poder quer, por isso, que os dirigentes das autarquias sob liderança da Frelimo usem a criatividade para resolver problemas dos munícipes. Esta acção deve passar ainda por uma troca de experiências entre os dirigentes dos conselhos municipais ao nível da província, num espírito de entreajuda que precisa de meartear os dirigentes políticos e administrativos, incluindo os quadros da Frelimo a quem foram confiadas missões de direcção e chefia, a vários níveis. “Uma questão que considero decisiva para o futuro das nossas autarquias tem a ver com a capacidade de mobilização de receitas próprias. Temos ouvido, com frequência, que os recursos são escassos e que as autarquias enfrentam enormes limitações financeiras.

Essa realidade existe e ninguém a pode negar. Contudo, a verdadeira liderança dos autarcas revela-se, precisamente, quando os recursos são limitados”, argumentou Adélia Macucule. Para a primeira-secretária da Frelimo em Inhambane, é nos momentos de maiores dificuldades que se espera que os dirigentes autárquicos usem a sua criatividade, capacidade de inovação, mobilização de parceiros e inteligência para gerir, com sucesso, o património autárquico, isto em prol do bem-estar da população. Reconhecendo que cada autarquia tem potencialidades próprias, e características únicas, incluindo desafios diferentes uns dos outros, Adélia Macucule chama atenção para a imensa riqueza existente, por exemplo, a nível do turismo, comércio, agricultura, pesca e ainda na prestação de serviços como áreas a explorar.

“Cabe aos dirigentes transformar essas potencialidades em oportunidades económicas que permitam aumentar a arrecadação de receitas e reduzir gradualmente a dependência das transferências do Estado”, instou. A dirigente política recordou que o manifesto eleitoral da Frelimo, sufragado em programa de governação, não foi elaborado apenas para conquistar votos, mas, sim, representa um compromisso solene assumido pelo partido perante o povo. “Cada compromisso nele inscrito transforma-se numa obrigação moral para quem governa.

Os cidadãos compreendem que existem dificuldades financeiras e limitações orçamentais, mas esperam encontrar dirigentes capazes de procurar soluções, de estabelecer prioridades, encontrar parcerias certas e de apresentar resultados”, indicou a dirigente máxima da Frelimo em Inhambane. Adélia Macucule disse ainda que o discurso político permanente de Daniel Chapo, presidente da Frelimo e Presidente da República, deve servir de guião e fonte de inspiração quotidiana para os dirigentes municipais.

Até porque, disse Macucule, Daniel Chapo é o exemplo mais lúcido de um líder com capacidade de trabalhar e apresentar resultados em circunstâncias de escassez de recursos. “Quem exerce funções públicas não se pode limitar a explicar por que razão determinada promessa não foi concretizada. Deve demonstrar que está permanentemente à procura de caminhos para cumprir aquilo que prometeu”, disse. Lembrou que a população valoriza líderes que enfrentam os problemas com coragem, criatividade e capacidade de decisão, porque governar é exactamente isso: encontrar soluções, mesmo quando o contexto é difícil.

Fonte: Jornal Notícias

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