Venâncio Mondlane critica a proposta do pacote eleitoral da COTE: “Não há moçambicanos que disseram que não podemos combater a fraude”

by Biston Gule

O Presidente do ANAMOLA, Venâncio Mondlane decidiu, na passada terça-feira, ir acabar com a farsa do diálogo em que são industrializadas posições do partido Frelimo e enxertadas como sendo contribuições populares. Pela primeira vez na Auscultação Pública para o Diálogo Nacional Inclusivo, na Escola Secundária Josina Machel e de respondeu de forma categórica que a Comissão Técnica (COTE) está manipular os moçambicanos com propostas surreais e manipulação psicológica. Venâncio Mondlane começou por questionar os números de pessoas auscultadas pela COTE e defendem o gradualismo no combate à fraude eleitoral.

“Então temos aqui escrito que na introdução que as reformas para melhorar a transparência, eficácia e credibilidade do sistema eleitoral, devem ser feitas com gradualismo. Quer dizer, nós temos moçambicanos que não estão bons da cabeça, estamos a dizer que o universo de dementes em Moçambique aumentou tanto que esses mesmos dementes estiveram nas audições da COTE e disseram que não estão interessados em ter efetivamente uma transparência eleitoral”, disse o Presidente do ANAMOLA.

E questionou será que as pessoas auscultadas pela COTE, pediram que essa transparência eleitoral possa ocorrer devagarinho, devagar, de modo que não seja implementada tão já. Por outras palavras, estamos a dizer que há moçambicanos que vieram para uma audição dessas e disseram que não podemos combater rapidamente a fraude eleitoral. “Isto é uma manipulação. Eu não acredito que existam moçambicanos que tenham pedido para não se combater a fraude de forma profunda a fraude eleitoral.

Mas podia-se cometer a fraude de forma moderada, devagarinho. Estamos satisfeitos com eleições fraudulentas, com roubo de votos, com inverdade eleitoral, com injustiça”, afirmou Venâncio Mondlane. A fraude eleitoral levou este País a instabilidade. Venâncio Mondlane disse que toda situação que surgiu neste país, que levou à instabilidade chama-se verdade eleitoral e a fraude eleitoral.

“O que levou os moçambicanos, os jovens, a irem para a rua, a protestarem, é porque queriam que aquilo que depositaram na urna correspondesse aos resultados que foram anunciados pelos órgãos eleitorais. Esse é o cerne, é a coluna vertebral de todo este diálogo”, disse Venancio Mondlane. Disse também que os 20 pontos enviados em Novembro de 2024, para o antigo presidente Filipe Nyusi, são os pontos fundamentais para as reformas no País.

Mas o que está acontecendo é o desviar do foco daquilo que é o essencial que levou à instabilidade neste país. E neste momento começamos a falar de poligamia, queremos a falar de criminalização para aqueles que se declaram vencedores, isso é desviar o fogo daquilo que é essencial.

Fonte: Canal de Moçambique

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