O ministro das Finanças israelense de extrema-direita, Bezalel Smotrich, anunciou uma grande expansão dos assentamentos ilegais na Cisjordânia ocupada, em sua tentativa de anexar mais território palestino. Smotrich afirmou na quarta-feira que um comitê de planejamento aprovou a construção de 2.162 novas casas judaicas, das quais 1.006 unidades estarão em um novo assentamento ilegal perto de Jerusalém, 922 perto da cidade de Nablus e 234 perto de Hebron.
“Continuamos a construir a Terra de Israel na prática”, disse Smotrich em comunicado. As novas casas “fortaleceriam nosso domínio sobre a terra, reforçariam a segurança de Israel e estabeleceriam fatos claros no terreno que impediriam a criação de um estado terrorista árabe no coração do país”.
O gabinete do presidente palestino Mahmoud Abbas condenou a decisão e alertou que as políticas “provocativas” de Israel estão empurrando a região para mais violência. Apelou ainda aos Estados Unidos para que cessem a “loucura” israelense. A pressão para a criação de assentamentos na Cisjordânia ocupada é ilegal segundo o direito internacional e condenada pela maioria das nações. Smotrich foi alvo de sanções do Reino Unido, da França e de outros países, que o acusam de incitar a violência contra os palestinos.
O ministro denunciou as sanções e afirmou que elas não alterariam a política israelense. A agência de notícias palestina Wafa informou na quinta-feira que as forças israelenses entregaram avisos de demolição a várias lojas no cruzamento da cidade de Bazariya, a noroeste de Nablus, para dar lugar a uma estrada colonial. Entretanto, alguns colonos invadiram a aldeia de Deir Sudan, a noroeste de Ramallah, acompanhados por tratores, para tomá-la.
Fonte: Aljazeera