Grupo do Malawi injectou 1.203,7 milhões de meticais

O grupo FDH, do Malawi, que passou a liderar o ex-Ecobank Moçambique, injectou quase 1.203,7 milhões de meticais no banco moçambicano, segundo o relatório de disciplina de mercado.

“No âmbito do processo de integração e fortalecimento da capacidade financeira do banco, o novo accionista procedeu à recapitalização da instituição, permitindo o reforço da sua base da capital e assegurando o cumprimento dos requisitos mínimos regulamentares estabelecidos pelo Banco de Moçambique”, lê-se no documento.

No documento acrescenta-se que, até à data de 01 de Junho, os accionistas fizeram essa injecção em duas tranches, de 634 milhões de meticais em Dezembro e de 569,7 milhões de meticais em Janeiro último.

Desta forma, o capital social do FDH Bank Moçambique ascendia em Janeiro de 2026 a 3.214,5 milhões de meticais, 99,14% detido pelo grupo FDH Bank.

“Na sequência da conclusão da transacção accionista e da integração no grupo FDH, o banco alterou, em 2026, a sua designação social de Ecobank Moçambique SA para FDH Moçambique SA, reflectindo a nova identidade institucional e accionista da instituição”, refere-se ainda no relatório de disciplina de mercado.

O FDH Bank confirmou no final de Setembro ter concluído a aquisição do Ecobank Moçambique, que passa a liderar, então com uma quota de 98,87%, conforme informação enviada à bolsa de valores do Malawi.

De acordo com a informação, o banco FDH concluiu a compra da totalidade da participação do grupo pan-africano Ecobank na instituição, enquanto a posição minoritária restante de 1,13% continuava a ser detida pelo Fundo para o Fomento de Habitação, do Estado moçambicano (que entretanto se reduziu para 0,86%).

O processo de transição incluirá “uma mudança de nome e reformulação da marca, para garantir continuidade e estabilidade para clientes, funcionários e outras partes interessadas”, referia ainda.

“Esta aquisição representa um marco significativo na estratégia de crescimento regional do FDH Bank Plc e reafirma o forte compromisso do banco em investir na África Austral. Espera-se que ofereça benefícios estratégicos, incluindo expansão de mercado, diversificação de receita, sinergias operacionais e criação de valor a longo prazo”, lê-se ainda na informação anteriormente enviada à bolsa.

A intenção de vender a participação foi oficialmente anunciada em 05 de Agosto pelo Ecobank, considerado principal grupo privado de serviços financeiros no continente, presente em 35 países da África subsaariana.

“Esta transação representa uma alteração estratégica na estrutura accionista e na gestão operacional, não se prevendo qualquer perturbação nas operações bancárias, activos ou colaboradores”, referia então a instituição financeira pan-africana.

Sem adiantar detalhes do investimento envolvido — tal como não foi feito pelo FDH na informação à bolsa —, o grupo acrescentava que a transação “obteve todas as aprovações regulatórias necessárias”.

O Ecobank operava até com agências nas principais cidades de Moçambique, desde 2000, tendo sido inicialmente constituído como Novo Banco, adoptando a designação actual em 2014, na sequência da aquisição então feita pelo grupo pan-africano.

Funcionam em Moçambique 15 bancos comerciais e 12 micro-bancos, além de cooperativas de crédito e organizações de poupança e crédito, entre outras.

Fonte: Diário de Notícias  

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