Mais uma actuação inadequada e despropositada de agentes da UIR: Disparam gás lacrimogéneo, causam incêndio em viatura e fogem

Mais uma actuação inadequada e despropositada de agentes da UIR Disparam gás lacrimogéneo, causam incêndio em viatura e fogem.


Em mais um episódio que faz com que se questione bastante as qualidades formativas e a forma como os agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) agem na via pública, cerca das 23 horas de sábado, na avenida 10 de Novembro, cidade de Maputo, uma acção de agentes da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) quase resultava num incêndio em série de viaturas que estavam estacionadas no parque de uma renomada casa de pastos da capital.

O ponto é que os agentes, numa alegada tentativa de dissuadir jovens que estavam a provocar poluição sonora através de acelerações exageradas de carros estacionados nas bermas daquela avenida, entendeu que devia lançar gás lacrimogéneo.

Entretanto, parte das botijas foi cair no parque da casa de pastos, causando início de incêndio numa viatura de um cliente do restaurante. Teve de ser o vigilante do parque a correr e alertar os clientes sobre uma viatura que estava a pegar fogo em resultado do gás lacrimogéneo lançado pelos agentes da UIR.

O cliente, cujo carro estava mesmo a pegar fogo, correu ao parque e teve de mostrar firmeza e alguma peritagem para conseguir debelar as chamas que já se alastravam em zona sensíveis da viatura. Dois extintores não foram suficientes para debelar as chamas, mas a solidariedade de outros clientes permitiu que as chamas fossem extintas.

“Tive de correr em direcção à minha viatura. Utilizamos dois extintores que não conseguiram dar conta para apagar o fogo. Graças a Deus, um jovem tirou a camisola dele, cobrimos o local e conseguimos apagar o fogo” – contou a vítima que viu o seu carro ligeiramente destruído.

Explicou ainda que os agentes da UIR, vendo aquela situação, simplesmente fugiram do local, em suas duas viaturas Mahindras. Uma terceira viatura de marca Hyundai, que transportava agentes da Polícia de Protecção, também saiu na companhia dos agentes da UIR.

O caso foi reportado à Primeira Esquadra da Polícia da República de Moçambique. Questionada sobre a responsabilidade de quem causou o incêndio, o oficial de permanência da unidade policial, simplesmente disse que era difícil identificá-los sem que o queixoso apresentasse as matrículas das viaturas.

Mesmo a informação da hora exacta da ocorrência e as marcas dos carros não foi suficiente para o oficial de permanência dar, ao ofendido, uma informação que fosse diferente da incapacidade da esquadra em localizar os agentes causadores do incidente registado.

Fonte: mediaFax

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