Renamo exige firmeza contra a xenofobia

A RENAMO exige dos governos de Moçambique e da África do Sul uma posição firme contra os ataques xenófobos que afectam, entre outros estrangeiros, os estrangeiros residentes naquele país vizinho.

O partido chama atenção para a crescente indignação colectiva dos cidadãos de quase todos os países africanos pela violência extrema dos sul-africanos contra os migrantes, salientando que poderá haver a retaliação em algumas nações do continente.

“Os bens dos nossos irmãos foram expropriados pelos sul-africanos durante esses ataques. Exigimos uma posição firme do governo da África do Sul e da Embaixada sul-africana em Moçambique e ainda a tomada de medidas de modo a minimizar os danos causados aos nossos concidadãos.

Queremos ainda que o Governo da África do Sul se responsabilize pelos danos causados aos moçambicanos, incluindo na recuperação de todos os bens perdidos”, disse Marcial Macome, porta-voz da Renamo, em conferência de imprensa, convocada há dias pra reagir a esta situação.

Na mesma circunstância, Macome instou o Governo de Moçambique para tomar uma atitude firme e contundente contra o que acontece na África do Sul, exigindo que Maputo pressione Pretória para pôr fim a estes actos. E lembra o esforço e sacrifício, de sangue, que os moçambicanos derramaram na luta contra o rgime do Apartheid.

“Se o Governo tivesse compromisso, a primeira coisa que poderia fazer é impor-se diante destas atrocidades”, afirmou o porta-voz da Renamo, exigindo que este fenómeno cesse o mais rápido possível. As tensões xenófobas são um problema recorrente na África do Sul.

Inúmeras comunidades de imigrantes foram repatriadas pelos próprios países, como Moçambique ou a Nigéria, e a África do Sul foi alvo de críticas internacionais por xenofobia.

Os incidentes mais graves dos últimos tempos ocorreram no final de 2019, com 18 estrangeiros mortos, segundo dados da organização Human Rights Watch. Moçambique possui cerca de 300 mil cidadãos residentes na África do Sul. A Presidência indicou, em comunicado, que “milhares” já regressaram ao país em face da violência.

Fonte: Jornal Notícias

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