Segundo o chefe do estado: País pode afirmar-se como potência produtiva africana

Moçambique possui sinais claros de que pode afirmar-se como uma potência produtiva no Continente Africano, sustentada pela abundância de recursos naturais, localização estratégica, população maioritariamente jovem e crescente acesso aos mercados regionais e globais.

Esta visão foi partilhada ontem, em Maputo, pelo Presidente da República, Daniel Chapo, na abertura do Fórum de Negócios Moçambique-União Europeia, ao afirmar que Moçambique está a dar passos firmes para transformar as suas vantagens naturais e geográficas em desenvolvimento económico, industrialização e integração regional.

Para o Chefe do Estado, a industrialização e a integração económica regional constituem prioridades para o país. Segundo explicou, os corredores logísticos e os portos moçambicanos desempenham um papel fundamental na ligação entre os países do interior da África Austral e os mercados internacionais.

“Os nossos corredores são verdadeiras artérias económicas que ligam o 10/06/2026 interior do continente ao mundo. Investir em Moçambique é também investir na conectividade regional da SADC e na competitividade da África Austral”, frisou Chapo. Na ocasião foram anunciados novos pacotes de financiamento concedidos pela União Europeia e por algumas instituições financeiras da Europa, destinados a apoiar sectores estratégicos no país.

Entre os investimentos destacam-se 40 milhões de euros para projectos de energia limpa e expansão do acesso à electricidade, 28 milhões de euros para inclusão digital com enfoque nas mulheres, 50 milhões de euros para educação e capacitação de jovens e 60 milhões de euros para o desenvolvimento do agronegócio sustentável e de cadeias de valor verdes.

Segundo o Presidente, a União Europeia continua a ser um dos principais parceiros económicos e comerciais do país, com um papel relevante no investimento, financiamento ao desenvolvimento, formação de capital humano e modernização da economia.

Entretanto, o ministro-adjunto para a Reforma do Estado de Portugal, Gonçalo Matias, que representou a UE no encontro, considerou que os novos instrumentos financeiros visam mobilizar mais investimento privado para sectores estratégicos da economia moçambicana.

Segundo o governante português, a complementaridade das economias de Moçambique e da Europa, aliada à proximidade histórica, cultural e linguística, cria condições favoráveis para aprofundar a cooperação económica. “Olhamos para o futuro com confiança. Esta parceria não se resume a estradas, portos ou redes energéticas. Trata-se das pessoas, dos jovens empreendedores, dos agricultores e dos estudantes, que procuram mais oportunidades e um futuro melhor”, afirmou Matias.

Fonte: Jornal Notícias 

Related posts

Produção global na cidade de Maputo: Capital do país atingiu 42 mil milhões de meticais esteano

PR anuncia USD 7,5 mil milhões para modernizar corredores logísticos

Gabinete de Gestão de Activos pretende recuperar 3.6 milhões de Meticais em leilão de viaturas