Microcrédito é o sector com maior crescimento

Os operadores de microcrédito continuam a ser dos segmentos do sistema financeiro com maior margem de crescimento no país. A título de exemplo, o sector foi a categoria de instituições que registou maior crescimento em 2025, tendo o seu número aumentado para 3427, o que representa mais 609 operadores em relação ao ano anterior.

Por sua vez, o capital sul-africano continuou a dominar o sistema financeiro nacional com uma quota de 30 por cento, seguido pelo português, que detém uma participação de 24,9 por cento.

Em termos individuais, o Banco Comercial e de Investimentos, S.A. consolidou a sua posição de instituição com maior capital social, detendo 17,6 por cento (10,0 mil milhões de meticais), seguido do Moza Banco, S.A., com 12,4 por cento (7,0 mil milhões de meticais) e do Absa Bank Moçambique, S.A., com 9,8 por cento (5,5 mil milhões de meticais).

A informação consta do relatório anual do Banco de Moçambique, documento recentemente divulgado.

No ano em análise, a concentração do crédito, dos depósitos e dos activos totais, a nível dos cinco maiores bancos manteve a tendência de redução, passando a representar 70; 78,6; e 73,1 por cento respectivamente.

Estas cifras correspondem a reduções de 240 pontos-base (pb), 170 pb e 180 pb, respectivamente, face a 2024.

“Os capitais de origem estrangeira continuaram a deter o maior peso na estrutura de capital social das instituições, representando 83,1 por cento (51,9 mil milhões de meticais), enquanto os remanescentes 16,9 por cento (10,6 mil milhões de meticais) são moçambicanos”, lê-se.

O relatório indica, igualmente, que o ano transacto foi marcado pela entrada em funcionamento da primeira sociedade de garantia mutuária, num cenário em que as restantes categorias de instituições não registaram variações dignas de realce.

Outrossim, o documento lembra que em 2025 o Banco Central prosseguiu o reforço do quadro regulatório e de supervisão do sistema financeiro, com vista a promover a estabilidade, a integridade e a inclusão financeira.

Neste contexto, foram aprovados 15 normativos relativos ao sector financeiro, sendo nove Avisos e seis Circulares, com vista a clarificar, actualizar e uniformizar procedimentos, bem como alinhar o quadro regulatório com as melhores práticas internacionais, tendo em conta a evolução do contexto económico e dos riscos emergentes.

Fonte: Jornal Notícias

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