Futuro da Mozal ainda sob escrutínio

O Governo continua a monitorizar o processo que envolve o futuro das operações da Mozal, através de uma equipa especializada constituída para articular com os principais actores do projecto.

Entretanto, o porta-voz do Executivo, Salim Valá, disse que é prematuro avançar detalhes sobre o caso, dada a sensibilidade da matéria e para não criar ruídos antes da conclusão do processo.

Ainda assim, reconheceu o papel social e económico da empresa nos últimos anos de funcionamento, empregando, por exemplo, milhares de trabalhadores. Recentemente, a The Industrial Development Corporation of South Africa (IDC), um dos accionistas da Mozal, manifestou a intenção de liderar o projecto e retomar as operações, tendo, para o efeito, iniciado um processo de avaliação.

A empresa que detém 32,4 por cento das acções da Mozal, juntamente com a South32 (63,7 por cento) e o Governo (3,9 por cento), lançou, semana passada, um concurso para a nomeação de um consultor comercial e técnico independente para avaliar as possibilidades de ganhos comerciais, riscos e termos de aquisição das operações.

“A IDC precisa de avaliação independente e conselhos de nível de investimento para determinar se a Mozal pode voltar a operar de forma sustentável e garantir energia a longo prazo”, lê-se no documento do concurso a que o “Notícias” teve acesso.

A IDC pretende ainda avaliar requisitos técnicos, operacionais, comerciais, financeiros e ambientais, identificar as opções alternativas de fornecimento de electricidade e propor estrutura de governação e modelo operacional.

Pretende-se igualmente rever a condição da fundição, requisitos de reinício, custos e fornecimento de matérias-primas. O cronograma de trabalho foi fixado para oito semanas, após a nomeação do consultor, esperando-se por relatórios intercalares após quatro semanas de trabalho.

A 15 de Março do ano em curso, a empresa foi oficialmente paralisada, sob pretexto da entrada em vigor do regime de cuidados e manutenção, resultando na indemnização de 1100 trabalhadores directos, num universo de cinco mil afectados, quando consideradas as empresas prestadoras de serviço.

Fonte: Jornal Notícias

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