Moçambique defende justiça reparatória em conferência internacional sobre a escravatura 

Mateus Saize discursou no Gana em representação do Presidente Daniel Chapo e destacou o impacto histórico e moral da nova resolução da ONU.

O Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Mateus Saize, defendeu a implementação de mecanismos de justiça reparatória e reconciliação histórica durante a Conferência sobre o Comércio Transatlântico de Escravos, realizada em Acra, no Gana.  

No seu discurso de abertura, proferido em representação do Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, o governante saudou a aprovação da Resolução A/RES/80/250 da Assembleia Geral das Nações Unidas, que criminaliza esta prática histórica. 

O chefe da delegação moçambicana enfatizou que o tráfico transatlântico destruiu reinos, separou famílias e comprometeu o património cultural africano, deixando marcas que ainda hoje se fazem sentir.

Mateus Saize sublinhou que, embora nenhuma compensação possa restaurar integralmente o que foi perdido, o debate global sobre a reparação representa um passo crucial para a verdade e dignidade dos povos afectados.  

O ministro reiterou o apoio de Moçambique à cooperação internacional para converter a resolução da ONU em acções concretas, garantindo um futuro mais inclusivo e justo para o continente e para a sua diáspora. 

Fonte: TV Miramar

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