Reabertura de Ormuz pode aliviar preço de Combustiveis

O Ministro da Economia admite a possibilidade de uma eventual redução dos preços dos combustíveis caso se consolide um entendimento entre a República Islâmica do Irão e os Estados Unidos da América, cenário que poderá contribuir para a normalização da circulação de petróleo através do Estreito de Ormuz.

Falando ontem à imprensa, à margem do Economic Briefing da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), o governante explicou que o Executivo continua a acompanhar a evolução da situação no Médio Oriente, devido aos seus potenciais impactos sobre a economia nacional. “É bem possível (haver uma redução dos preços).

Vamos acompanhar a evolução. Sabemos como são as relações e a tensão no Médio Oriente. Portanto, vamos acompanhar para ver o que acontece nos próximos dias. Estamos satisfeitos por existirem sinais positivos”, afirmou.

Sobre os efeitos da crise internacional na economia moçambicana, Muhate recordou tratar-se de um fenómeno exógeno, sublinhando que as autoridades nacionais estão a trabalhar para garantir o abastecimento regular de combustíveis, em conformidade com a evolução dos preços nos mercados internacionais.

Em relação à melhoria das condições do mercado, Basílio Muhate informou que o Governo está a promover a elaboração do Plano de Acção para a Melhoria do Ambiente de Negócios (PAMAN II), instrumento que deverá orientar as principais reformas destinadas a impulsionar a competitividade, o investimento e o desenvolvimento do sector privado.

Por sua vez, a CTA revelou que a actividade económica desacelerou no primeiro trimestre de 2026. Segundo o presidente da organização, Álvaro Massingue, esta tendência reflecte-se no comportamento do Índice do Ambiente Macroeconómico, que passou de 62 por cento no último trimestre de 2025 para 55 por cento nos primeiros três meses deste ano. A conjuntura teve igualmente reflexos na capacidade de resistência das empresas.

O Índice de Robustez Empresarial baixou de 28 para 26 por cento, sinalizando uma deterioração da resiliência empresarial perante os diversos choques económicos e operacionais registados no período. Segundo a CTA, esta evolução é explicada, em grande medida, pelos danos provocados pelas cheias em infra-estruturas produtivas, equipamentos e stocks empresariais, sobretudo nas províncias de Gaza e Maputo.

A organização aponta ainda como desafios persistentes as limitações no acesso a divisas, as pressões sobre o abastecimento de combustíveis e um contexto internacional marcado por crescentes incertezas geopolíticas e económicas.

Fonte: Jornal Noticias

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