Portugal prevê contratar 160 moçambicanos para as Áreas de Transportes, Metalurgia e Construção

O secretário de Estado do Trabalho de Portugal, Adriano Rafael Moreira, afirmou nesta segunda-feira, 22 de Junho, que o seu país pretende contratar este ano cerca de 160 trabalhadores moçambicanos para actuarem nos sectores dos transportes, da metalurgia e da construção.

Intervindo em Maputo, durante uma visita ao Centro de Formação Profissional em Metalurgia, o governante afirmou que estão em curso três processos de recrutamento, sendo que um deles envolve a contratação de 100 motoristas para o sector de transportes na Área Metropolitana de Lisboa, sublinhando que já foi concluída a fase de entrevistas e que se segue agora a emissão de vistos. “Mais 40 profissionais da área metalúrgica serão contratados por uma empresa sediada em Aveiro.

Estão actualmente em formação em Moçambique e receberão, posteriormente, formação adicional em Portugal, com o objectivo de aperfeiçoar as suas competências.

Temos também outro grupo de 18 pessoas do sector da construção civil que irão para o distrito do Porto e que se encontram na fase de pré-selecção”, afirmou Adriano Rafael Moreira.

Questionado sobre as alterações à Lei da Nacionalidade portuguesa e as medidas relativas à expulsão de estrangeiros em situação irregular, o secretário de Estado, citado pela Lusa, avançou que as relações laborais com os trabalhadores moçambicanos são “excelentes”.

“Neste momento, a situação está muito normalizada. Não há conflito social e não temos casos que nos preocupem. Portugal enfrenta dificuldades em preencher vagas em certos sectores, pelo que instamos os moçambicanos a viajarem para o país através de canais oficiais e com o conhecimento das autoridades de ambos os Estados, a fim de evitar potenciais dificuldades”, descreveu.

O secretário de Estado do Trabalho assegurou que a economia portuguesa continua “forte e em crescimento”, indicando que Moçambique está bem posicionado para ajudar a preencher as vagas existentes, dada a língua comum partilhada pelos dois países.

“Moçambique é um país irmão onde se fala português, onde partilhamos valores e culturas comuns, e a integração é muito mais fácil”, afirmou Adriano Rafael Moreira, reiterando que qualquer processo de mudança para Portugal deve ocorrer através de mecanismos formais estabelecidos no âmbito de um protocolo de cooperação entre Lisboa e Maputo.

O investimento directo português em Moçambique ultrapassa actualmente os 2,1 mil milhões de euros, consolidando o País como um dos principais destinos do capital português a nível internacional, revelou recentemente o ministro Adjunto e para a Reforma do Estado de Portugal, Gonçalo Saraiva Matias.

A informação foi avançada durante a abertura do 2.º Fórum de Negócios Moçambique-União Europeia (Global Gateway), que decorreu entre 9 e 10 de Junho, em Maputo, reunindo representantes governamentais, empresários, investidores, instituições financeiras e parceiros de desenvolvimento.

Segundo o governante português, Moçambique figura actualmente entre os oito principais destinos do investimento português no mundo, reflectindo uma relação económica construída ao longo de décadas e sustentada por laços históricos, culturais e empresariais.

“Mais de 400 empresas portuguesas estão presentes no mercado moçambicano em sectores tão diversos como banca, telecomunicações, distribuição farmacêutica, energia e infra estruturas. São a prova concreta desta confiança de longo prazo”, afirmou.

Fonte: Diário Económico 

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