Activos soberanos podem ter projecção internacional

Os activos soberanos nacionais podem beneficiar de uma valorização e projecção ao nível internacional, em resultado de uma parceria que se pretende estabelecer com a Suíça. 24.06.2026.

A possibilidade foi ontem avançada pelo director-executivo da SICPA Holding, Philippe Amon, no quadro de uma audiência concedida pelo Presidente da República, Daniel Chapo, no seu gabinete de trabalho.

Na ocasião, manifestou interesse de não só apoiar a valorização dos activos soberanos, mas também reforçar a transparência económica e promoção da visibilidade internacional do país.

Falando à imprensa no final da audiência, Philippe Amon classificou o encontro como positivo e destacou a convergência de objectivos entre o Governo moçambicano e a empresa.

“Tivemos uma reunião muito produtiva com o Presidente. Trata-se de tentar valorizar os activos soberanos de Moçambique e dar maior visibilidade ao país no cenário internacional, realçando o valor dos incríveis activos que o país possui”, lê-se no comunicado enviado ao “Notícias”.

O responsável acrescentou que a SICPA pretende posicionar a empresa como parceira estratégica do país neste processo de valorização económica e institucional.

“E esperamos que a SICPA seja uma parceira para alcançar estes objectivos. São ambiciosos, mas estamos a começar agora”, apontou.

A audiência enquadra-se nos esforços do Chefe do Estado para atrair investimentos, fortalecer a capacidade de mobilização de receitas internas e promover soluções tecnológicas que contribuam para uma gestão mais eficiente dos recursos nacionais. Fundada na Suíça há cerca de um século, a SICPA é reconhecida mundialmente pelas suas tecnologias de segurança e autenticação, sendo responsável pelo desenvolvimento de tintas de alta segurança utilizadas na protecção da maioria das cédulas monetárias em circulação no mundo.

Nas últimas décadas, a empresa expandiu a sua actividade para a área de mobilização de receitas governamentais, desenvolvendo sistemas tecnológicos que permitem às administrações tributárias acompanhar, em tempo real, a produção, circulação e comercialização de produtos considerados sensíveis para a arrecadação fiscal.

Fonte: Jornal Notícias 

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