Garantido abastecimento de açúcar para seis meses: Reservas de açúcar totalizam 70 mil toneladas

by Telma Mandlate

Apesar dos estragos provocados pelas últimas cheias e inundações que atingiram o país, a Açucareira de Xinavane, na província de Maputo, garante a disponibilidade de 70 mil toneladas de açúcar, quantidade suficiente para abastecer o mercado doméstico nos próximos seis meses.

Para já, a retoma da Maragra Açúcar, outra produtora de açúcar que está paralisada desde 2023 devido às cheias, voltou a ser adiada, na sequência do impacto dos mesmos eventos climáticos.

“Relativamente ao abastecimento de açúcar, gostaríamos de assegurar que não se antevê qualquer défice no mercado nacional.

Dispomos actualmente de mais de 70 mil toneladas de açúcar em ‘stock’, distribuídas pelas nossas fábricas e rede logística, o que representa aproximadamente seis meses de consumo”, disse Jorge Manjate, dos Assuntos Corporativos da Tongaat Hulett em entrevista ao “Notícias”.

Explicou que a açucareira está a trabalhar na recuperação do negócio, tendo executado a campanha em Xinavane a 5 de Maio e Mafambisse a 19 de Maio.

Detalhou que, para este ano, está prevista uma produção total de 157 mil toneladas de açúcar, sendo 115 mil em Xinavane, Maputo, e 45 mil em Mafambisse, Sofala, quantidades suficientes para cobrir as necessidades anuais do mercado, com excedente para o período seguinte. Neste sentido, referiu que se estima uma cobertura suficiente para assegurar o abastecimento do mercado por 18 a 20 meses.

“Estamos a investir na plantação de mais de 3000 hectares de nova cana, com o objectivo de recuperar as perdas, com impacto positivo a partir da próxima campanha”.

O administrador-delegado da Açucareira de Xinavane, Filipe Raposo, explicou, por sua vez, que Xinavane vai moer pelo menos um milhão de toneladas de cana este ano, o suficiente para abastecer o mercado.

“Vamos ter de fazer o replantio. Já iniciámos. Portanto, no próximo ano vamos ter uma recuperação para os níveis em que estávamos em 2025”, destacou. Sublinhou que os excedentes que se pretendiam exportar também estarão em quantidades inferiores às habituais.

A Açucareira de Xinavane soma um prejuízo de 1,6 mil milhões de meticais devido ao impacto das últimas cheias e inundações registadas um pouco por todo o país, gerando uma perda de mais de 300 mil toneladas de cana-de-açúcar.

Fonte: Jornal Notícias 

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