Segundo chefe do estado: Prosperidade para todos é desafio de Moçambique

by Biston Gule

Transformar a liberdade conquistada pelos combatentes da luta de libertação nacional em prosperidade concreta para todo o povo é o desafio actual de Moçambique. Esta observação foi feita ontem, pelo Presidente da República, Daniel Chapo, no seu discurso por ocasião da celebração dos 51 anos da independência, cujas cerimónias centrais tiveram lugar na Praça dos Heróis Moçambicanos, na cidade de Maputo. Daniel Chapo disse que a independência política alcançada ao longo dos 51 anos de caminhada, embora indispensável por si só não basta. Por estas razões a segunda independência chama-se produção e produtividade resultantes do trabalho árduo, disciplina, patriotismo e nacionalismo económico.

Sustentou que nenhuma nação se torna verdadeiramente soberana, independente e livre dependendo eternamente de renda, riqueza e apoio produzidos por outras nações, defendendo, por isso uma economia que produza mais alimentos para o seu povo, industrializada, capaz de gerar emprego, que valorize os seus recursos naturais e aumente as exportações para criar melhores condições de vida para a sua população. “A independência económica exige de nós uma nova mentalidade de trabalho árduo, integridade, competência, responsabilidade colectiva, unidos numa única força. O desenvolvimento não se constrói apenas com discurso, mas sim com enxadas e máquinas na terra, equipamentos nas fábricas, barcos no mar, ciência nas universidades públicas e privadas, inovação nos laboratórios e patriotismo no coração de cada cidadão”, disse.

Na sua intervenção, reiterou que a paz continua a ser condição essencial para o desenvolvimento do país, apelando aos moçambicanos a aprimorarem a cultura de tolerância, respeito mútuo e a convivência pacífica como valores permanentes da democracia. Destacou ainda a agenda do Diálogo Nacional Inclusivo como instrumento fundamental para a consolidação da paz, espaço de convergência dos diversos interesses da sociedade moçambicana e plataforma de inclusão, tolerância, reconciliação e concórdia nacional. Dirigindo-se à juventude, o Chefe do Estado afirmou que o futuro do país repousa nas mãos deste grupo social, sublinhando que, depois da geração da libertação nacional cabe à nova geração conquistar a independência económica e tecnológica.

Entretanto, a data foi celebrada em todo o país com diversas actividades cívicas, culturais e patrióticas, que evocam a luta de libertação nacional e homenageiam os heróis que contribuíram para a conquista da soberania.  Outros sim, dirigentes e individualidades foram unânimes na necessidade de se trabalhar para o aumento da produção e produtividade para se alcançar a independência económica. Foram ainda condecorados mais de 600 combatentes pelo sacrifício que consentiram em prol do país.

Fonte: Jornalnotícias

You may also like

-
00:00
00:00
Update Required Flash plugin
-
00:00
00:00