Mais de 14 mil pessoas residentes nas localidades de Mbauane e Chiraco, distrito de Mulevala, estão privadas de água potável devido ao abandono das obras de construção de dois sistemas de abastecimento que deveriam ter sido concluídas em Outubro do ano passado.
Entretanto, o administrador distrital de Mulevala, Hélder Subizo, diz que há uma luz no fundo do túnel visando a retoma das obras com o financiamento do Banco Mundial.
A crise de água afecta também a vila-sede distrital de Mulevala, que precisa de um sistema para prover água a mais de dez mil residentes.
A preocupação da falta de água foi apresentada, esta semana, pelos residentes de Mbauane ao primeiro-secretário da Frelimo, Francisco Nangura, que visitou a região Norte da Zambézia para auscultação da população sobre necessidades de desenvolvimento. Os visados pediram, igualmente, a asfaltagem da principal estrada da vila com 37 quilómetros.
Carlitos Jorge, residente na vila-sede distrital de Mulevala, diz que a população está a passar por dificuldades para ter acesso à água. Segundo contou, os sistemas de água de Mbauane e Chiraco teriam resolvido o consumo, higiene, saneamento e melhorado o estado de saúde das pessoas.
Actualmente, segundo a fonte, as mulheres e raparigas percorrem entre cinco e sete quilómetros para as zonas com fontes mecânicas ou rios para conseguir, pelo menos, vinte litros de água. Por seu turno, Rosa Clemente, residente em Mussaraua, diz que é grande o sofrimento por que passam as mulheres.
Explicou que, para algumas famílias, as mães e raparigas percorrem longas distâncias deixando de cuidar de bebés ou faltam à escola para conseguirem dois galões de 20 litros apenas para beber e cozinhar.
Os residentes de Mulevala pedem, igualmente, a asfaltagem da estrada no troço entre a EN1 e a vila-sede distrital a fim de conferir maior segurança rodoviária nas suas viagens. Refiram que no troço há erosão de solos e sempre que chove, depois de uma intervenção, volta a ficar degradado.
Entretanto, o administrador distrital, Hélder Subizo, diz que estão na fase derradeira demarches visando o desembolso de fundos de um novo parceiro para a conclusão das obras de construção dos dois sistemas de abastecimento de água. O novo financiamento é do Banco Mundial.
A fonte fez saber ainda que, nas unidades sanitárias, há pequenos sistemas de água que, para além de prover o líquido aos utentes, também abastecem as comunidades circunvizinhas. Acrescentou que serão construídas seis fontes mecânicas dispersas.
Fonte: Jornal Notícias