Ferroviário da Beira com melhor aproveitamento “caseiro”

Ferroviário da Beira com melhor aproveitamento “caseiro” A formação do Ferroviário da Beira é a equipa mais destacada no aproveitamento de jogos, no âmbito das jornadas adaptadas no Moçambola-2026, até à nona ronda.

Os “locomotivas” do Chiveve, de Akil Marcelino, amealharam 15 pontos jogando no seu campo e perante o seu público afecto, havendo ganho por quatro vezes no “Caldeirão” e empataram outras três. Por seu turno, o Ferroviário de Lichinga, em segundo nesta classificação, vai com 12 pontos conquistados em casa.

À semelhança do seu homónimo, não sofreu, até aqui, nenhuma derrota no seu reduto. Em termos de vitórias a equipa de Lichinga, treinada por Antoninho Muchanga, somou quatro em jogos disputados no Estádio 1º de Maio, em Lichinga. Em termos de golos marcados, o Ferroviário da Beira leva vantagem nos marcados em casa.

Os seus artilheiros fizeram dez golos e sofreram por três vezes, enquanto os “locomotivas” de Lichinga fizeram sete golos e admitiram dois golos na sua baliza, estando com diferença de cinco, entre marcados e sofridos.

Esta diferença é igual à da União Desportiva do Songo, que tem sete golos marcados e dois sofridos, somando sete pontos em partidas efectuadas no Estádio da HCB. Liga e Nampula estão empatados A Liga de Sofala e o Ferroviário de Nampula são as duas equipas que vêm a seguir nesta classificação de melhor aproveitamento em jogos caseiros, tendo amealhado, cada um, nove pontos, até ao momento.

A União Desportiva do Songo está isolada, com oito pontos, nos quatro jogos em Cahora Bassa. Na última partida em que perdeu pontos foi diante do Baía de Pemba, tendo se redimido na partida seguinte diante do “Pembinha”, ganhando em goleada (3-0), acalmando os ânimos que já se exaltavam, por conta dos pontos perdidos ao longo da corrida para a revalidação do título.

Com sete pontos em casa perfilam Associação Desportiva de Vilankulo, que ganhou apenas uma partida e empatou em quatro delas, o candidato Costa do Sol, vencedor em duas partidas e mais um empate (frente ao Chingale), e também o Ferroviário de Nacala, na mesma situação de jogos ganhos e empatado.

Por seu turno, o Ferroviário de Maputo ganhou apenas em duas das quatro partidas em que entrou em campo na condição de anfitrião, mas por duas vezes os seus adeptos deixaram as bancadas em situação de tristeza, por terem averbado igual número de derrotas.

Enquanto isso, a candidata Black Bulls apresenta-se em condição menos favorável jogando perante os seus adeptos no Complexo de Tchumene. Os “touros” fizeram cinco pontos, resultantes de uma vitória e dois empates.

O Chingale jogou por cinco vezes em Moatize, mas só conseguiu três empates, tendo sofrido duas derrotas na presença do público afecto à sua equipa, sendo que o Baía de Pemba está bem pior, em último lugar, com um empate apenas (foi frente a Associação Desportiva de Vilankulo por 2-2), e também foi derrotado por uma vez no Estádio Municipal de Pemba, diante do regressado Pembinha (0-1). Black Bulls é mais feliz em casa alheia Os “touros” são a melhor equipa a contornar da melhor maneira os obstáculos quando defrontam os seus adversários na casa destes.

Das cinco partidas em casa alheia a equipa de Nelson Santos somou nove pontos. Conseguiu ganhar em dois jogos e empatou em três ocasiões.

A União Desportiva do Songo, na posição imediatamente a seguir, fez menos um ponto (8). Os “hidroeléctricos” ganharam em dois jogos e empataram nas outras duas, tendo perdido um jogo, concretamente no Caldeirão do Chiveve, diante do Ferroviário da Beira, por 3-0.

Ferroviário de Nacala e Costa do Sol posicionam-se a seguir, com cinco pontos amealhados fora. Os nacalenses fora do seu terreno ganharam uma vez, empataram em duas partidas e perderam uma, enquanto que os “canarinhos”, com cinco jogos “fora de portas”, ganhando um jogo, empatando em duas e ainda somaram duas derrotas, facto que os atrasa na corrida ao título. Há um empate entre o Ferroviário da Beira e a Associação Desportiva de Pemba, ambos com quatro pontos nas deslocações.

Mas é preciso salientar que os “locomotivas” do Chiveve só jogaram duas vezes na condição de visitantes. Numa delas ganharam, e foi precisamente em Maputo diante do seu homónimo local (0-1), registando um empate no outro despique.

Por seu turno, a Associação Desportiva de Pemba, que efectuou seis jogos fora, ganhou uma vez, empatou também uma e sofreu nada mais, nada menos que quatro derrotas. Com dois pontos em jogos fora de casa estão duas equipas nortenhas, nomeadamente o Baía de Pemba e Ferroviário de Lichinga, e também o Ferroviário de Maputo.

Os “baiano”, de Artur Semedo, que ainda não ganharam na prova, empataram nas últimas duas partidas realizadas em Tete. A primeira frente à União Desportiva do Songo (1-1) e a segunda diante do Chingale (0-0). Fora os dois pontos alcançados, também averbaram três derrotas.

Por seu turno, os “locomotivas” de Lichinga, que ainda não ganharam fora, empataram em dois jogos e perderam outro, dos três despiques distantes do 1º de Maio em Lichinga. Já o Ferroviário de Maputo, longe das expectativas criadas para este ano, em quatro partidas jogando na condição de visitante ganhou em dois jogos e empatou nos outros dois.

Seguem-se cinco equipas que não foram além de um ponto alcançado até ao momento. Trata-se da AD Vilankulo, Ferroviário de Nampula, Maxaquene, Chingale e Liga Desportiva de Sofala.

“Chicotadas psicológicas” Clubes mais tolerantes Com nove jornadas realizadas, verifica-se uma tolerância invulgar dos clubes, não obstante alguns resultados que podem pôr em causa os seus objectivos no Campeonato Nacional. Até ao momento verificou-se uma “chicotada psicológica”.

Foi no regressado Maxaquene ao chamado convívio dos grandes. Mauro Jamal, treinador principal, e o seu adjunto Zilo Maneu não resistiram às críticas aos maus resultados e tiveram de deixar o comando técnico do Maxaquene, dando lugar ao antigo técnico dos “Mambinhas” Dário Monteiro, contratado para a missão de alterar o curso dos acontecimentos, embora os “tricolores”, até agora, ainda não tenham se reencontrado com os resultados desejados.

Lembrar que o Maxaquene, no regresso ao Moçambola, foi “baptizado” pelo Costa do Sol com uma goleada de 4-1, mas redimindo-se em Tchumene, ao arrancar um empate sem golos, mas perdendo em seguida com o Ferroviário de Maputo (1-0), antes de “roubar” pontos ao Ferroviário da Beira (0-0), em pleno “Caldeirão”.

Não foi feliz enfrentando a estreante Liga de Sofala, com quem perdeu por 1-0 na Beira, e depois com o Songo (1-2), em Cahora Bassa, antes do empate na recepção ao Chingale (0-0).

Em Lichinga, na nona ronda, num terreno reconhecidamente difícil, os “tricolores” não conseguiram segurar o empate que se registava até aos derradeiros minutos, quando sofreram o 2-1, através de uma grande penalidade.

Pese embora as contestações persistam um pouco por todo o país, os clubes preferem não se precipitar em despedir os seus treinadores, na esperança de que se possa reverter a situação actual. 10.ª jornada depois da Taça As partidas referentes à 10ª jornada do Moçambola-2026 vão efectuar-se depois dos confrontos da Fase Regional da Taça de Moçambique da presente edição, que estão agendados para o próximo fim-de-semana (11 e 12 de Julho).

Referir que a Federação Moçambicana de Futebol (FMF) havia agendado para o fim-de-semana que terminou ontem, no entanto, devido ao envolvendo de algumas equipas no compromisso da nona ronda do Moçambola, que se desenrolou até sexta-feira, altura que em que o Ferroviário da Beira recebeu e venceu o homónimo de Nacala, com “bis” de Dayo António, preferiu adiar a data dos jogos, em harmonia com a Liga Moçambicana de Futebol (LMF). Até ao fecho da nossa edição a LMF ainda não havia marcado as partidas da próxima ronda, acreditando que tal possa ser feito ao longo da semana corrente.

Fonte: Desafio

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