Moçambique pode realizar até 300 testes de ébola/dia

O País, através do Instituto Nacional de Saúde (INS), tem capacidade laboratorial para testar até 300 amostras por dia e confirmar eventuais casos de ébola, o que eleva a prontidão para responder a emergências de saúde pública.

A garantia foi dada, sexta-feira, pelo ministro da Saúde, Armindo Tiago, no fim da visita à instituição, cujo objectivo era avaliar a aptidão laboratorial para atender a emergências de saúde pública e na pesquisa.

Explicou que o país acata as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), para que os países se preparem de modo a enfrentar possíveis surtos.

Aliás, as acções do sector incluem o reforço da vigilância epidemiológica nas unidades sanitárias, comunidades, pontos de entrada no país, treinamento de equipas provinciais na colheita, processamento e transporte seguro de amostras de casos suspeitos bem como a actualização de protocolos terapêuticos e de prontidão clínica. A ébola previne-se através da observância de medidas gerais de saúde pública, como lavagem das mãos com água e sabão, boa cozedura de alimentos, evitar exposição à fauna bravia ou contacto com indivíduos com sintomatologia suspeita, não consumir carne de animais doentes ou que morreram de causas desconhecidas.

Isse referiu que as alterações climáticas concorrem para a mudança do perfil epidemiológico do país, caracterizando-se pelo surgimento de novas doenças, resistência anti-microbiana e aumento da circulação do vírus da influenza, muitas vezes confundido com Covid-19.

Assim, disse que o sector deve investir cada vez mais em tecnologias e recursos humanos qualificados para responder a estas e outras ameaças de saúde pública.

Durante a visita, o ministro recebeu explicações sobre as mais recentes inovações, como o Laboratório Nacional de Referência de Biologia Molecular, reconhecido pela OMS.

A unidade faz testes de carga viral do HIV e diagnóstico precoce do vírus em crianças, além de validar os reagentes antes da distribuição e formação de técnicos. Os investigadores avançaram que o país prepara-se para apresentar um novo método molecular de diagnóstico do poliovírus, mais seguro que o tradicional baseado na cultura viral.

Com a sua implementação, Moçambique será dos primeiros em África a adoptar esta abordagem, reforçando a sua posição e relevância neste domínio. Isse percorreu igualmente as obras do futuro Centro de Bioinformática e Genómica, projecto que apoiará, igualmente, outros sectores, como agricultura, pecuária e pesca, usando os dados nacionais para a produção de vacinas, medicamentos e testes de diagnóstico, reduzindo assim a dependência do exterior.

Fonte: Jornal Noticias

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