A 21.ª edição da Conferência Anual do Sector Privado (CASP 2026), o maior fórum moçambicano de diálogo entre os sectores privado e público, arranca esta terça-feira, 14 de Julho, em Maputo. O encontro prolonga-se até quarta-feira e reunirá empresários moçambicanos e o Governo para analisar o sector e projectos avaliados em 1,2 mil milhões de dólares.
O evento realiza-se no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano e a sessão de abertura será presidida pelo Presidente da República, Daniel Chapo. Segundo a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), o encontro contará igualmente com a participação de empresários estrangeiros.
Ainda de acordo com a CTA, os projectos abrangem sectores considerados prioritários para o desenvolvimento económico do País. Entre eles destacam-se o agro-negócio, o agro-processamento, os transportes e a logística, as infra-estruturas, o turismo, a indústria transformadora, a digitalização e a economia verde.
A conferência decorrerá sob o tema “Produzir, Transformar e Competir: Construindo uma Economia Forte e Resiliente”, num contexto económico desafiante. Segundo a CTA, o ambiente de negócios continua condicionado por choques climáticos e por pressões internas e externas que afectam a economia nacional.
A organização explicou que o objectivo desta edição passa por reforçar a capacidade produtiva e a competitividade do País. “Por isso, o foco desta edição é produzir mais e impulsionar o agro-negócio, transformar essa produção em valor acrescentado e competir nos mercados regionais e globais”, adiantou o organismo.
São esperadas mais de duas mil pessoas, entre membros do Governo, empresários, investidores nacionais e internacionais, parceiros de cooperação, académicos e representantes da sociedade civil. O encontro contará ainda com mais de 50 expositores, delegações bilaterais de seis países e a participação de oito instituições financeiras.
O programa estará organizado em quatro momentos principais. O primeiro consistirá numa sessão plenária de alto nível destinada a promover o diálogo público-privado, com a presença do chefe do Estado. Seguir-se-á um fórum de investimento e parcerias dedicado à apresentação de oportunidades de negócio, com vista a atrair capital para sectores estratégicos. A CTA agendou igualmente sessões sectoriais e temáticas, bem como fóruns técnicos multissectoriais destinados a identificar constrangimentos e propor soluções nas áreas da indústria, agricultura, energia, turismo, finanças e economia digital. O programa integra ainda uma feira empresarial e de inovação.
Fonte: Diario economico