Sofala: Deputados destacam redução da criminalidade

by Biston Gule

A Comissão de Defesa, Segurança e Ordem Pública da Assembleia da República considerou positiva a situação de segurança na província de Sofala, destacando a redução da criminalidade, a inexistência de casos de sequestro desde o início do ano e o elevado nível de prontidão das Forças de Defesa e Segurança (FDS) na preservação da paz e da ordem pública. As constatações foram apresentadas, ontem, pelo presidente da comissão, Francisco Cabo, no término de uma visita de fiscalização destinada a avaliar o grau de implementação do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) de 2026 no sector da defesa e segurança.

Sem avançar números, a fonte explicou que a missão permitiu aferir o desempenho das instituições responsáveis pela defesa e segurança, tendo concluído que a situação políticomilitar na província permanece calma e sob controlo. “A situação político-militar está calma. Verificámos igualmente que houve redução da criminalidade e que, desde Janeiro, a província não registou qualquer caso de sequestro, o que demonstra o trabalho preventivo desenvolvido pelas Forças de Defesa e Segurança”, afirmou.

A Comissão avaliou igualmente as medidas de segurança implementadas ao longo do corredor da Beira, considerado estratégico para a circulação de pessoas e mercadorias, tendo reconhecido os esforços das autoridades na prevenção da sinistralidade rodoviária e na manutenção da ordem pública. Não obstante os resultados alcançados, Cabo reconheceu que persistem desafios relacionados com as condições de trabalho das FDS, sobretudo a insuficiência de meios de mobilidade, equipamentos operacionais e instrumentos tecnológicos para o controlo da velocidade e da condução sob efeito de álcool.

Outro aspecto que mereceu atenção da comissão prende-se com o recrudescimento dos conflitos entre o homem e a fauna bravia nas comunidades vizinhas das áreas de conservação, onde os animais continuam a destruir machambas e culturas agrícolas. Perante este cenário, defendeu o reforço das acções de prevenção por parte das entidades responsáveis pelas áreas de conservação, aliado à intensificação da sensibilização das comunidades para reduzir os conflitos entre pessoas e animais.

Fonte: Jornal Notícias

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